Retirada do USS Gerald Ford e suas implicações
O porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais avançado do mundo, será retirado do Oriente Médio e enviado para reparos nos Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29) pelo jornal ‘The Washington Post’, que destaca a retirada como uma possível diminuição no poder de fogo da Marinha americana, especialmente em um momento de estagnação nas negociações de paz entre os EUA e o Irã.
O USS Gerald Ford, que tem estado em operação há cerca de 10 meses, conta com aproximadamente 4.500 marinheiros e é um dos três porta-aviões americanos atualmente posicionados na região, ao lado do George H.W. Bush e do Abraham Lincoln.
Conforme a reportagem, a decisão de enviar o barco para reparos se deve a um incêndio ocorrido a bordo, que danificou seriamente as instalações do navio. O Gerald Ford é frequentemente destacado como o mais letal e adaptável porta-aviões no arsenal da Marinha dos EUA, e sua retirada pode ser vista como um golpe em sua capacidade de projeção de força militar no Oriente Médio.
Incêndio e problemas técnicos
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O incêndio a bordo do USS Gerald Ford ocorreu em março e, segundo informações, começou na lavanderia, resultando em ferimentos a dois marinheiros. A Marinha dos EUA afirmou que o incidente não teve ligação com atividades bélicas. Em um contexto anterior, em novembro de 2025, o porta-aviões foi deslocado para o Caribe com o objetivo de pressionar o regime de Nicolás Maduro na Venezuela, o que demonstra sua importância estratégica.
Esta não é a primeira vez que o Gerald Ford enfrenta problemas operacionais. Além do incêndio, o navio apresenta falhas nas instalações sanitárias, com relatos de ralos entupidos e longas filas nos banheiros. De acordo com um relatório de 2020, esses problemas ocorrem “inesperadamente e com frequência”, exigindo intervenções regulares que custam cerca de US$ 400 mil cada.
Reações e críticas
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A Marinha dos EUA reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo navio, garantindo que os problemas são prontamente resolvidos por equipes treinadas. No entanto, o senador Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, criticou a situação do porta-aviões, afirmando que a tripulação foi levada ao limite após quase um ano em operação contínua. Warner atribuiu a responsabilidade pelas condições adversas a decisões militares tomadas durante a presidência de Donald Trump.
A retirada do USS Gerald Ford levanta preocupações sobre a presença militar dos EUA na região e a capacidade de resposta a possíveis crises. O retorno do navio aos Estados Unidos e a duração do tempo para os reparos ainda não estão claros, mas a situação destaca a complexidade dos desafios enfrentados pela Marinha americana em um cenário geopolítico volátil.
