Capacitação nas Escolas de Belém
Até a última terça-feira, dia 5, escolas de Belém, no Pará, participaram da campanha nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco. Essa ação busca fortalecer as capacidades locais para prevenir e responder a eventos climáticos extremos. De 1° a 5 de setembro, três instituições de ensino da rede municipal receberam formações específicas para os anos finais do ensino fundamental e para a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai).
A implementação da campanha em Belém é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semec) e os Ministérios das Cidades e da Ciência, Tecnologia e Inovação. O foco principal da iniciativa é a redução de riscos de desastres, promovendo incentivos e mobilizações entre escolas e comunidades. Assim, busca-se aumentar a capacidade de prevenir e reagir frente a eventos climáticos adversos, facilitando o acesso à informação e promovendo a integração entre conhecimentos científicos e práticas comunitárias.
A escolha das escolas participantes ocorreu por meio de um edital do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que, em colaboração com os ministérios, selecionou três instituições da rede municipal: as escolas Duas Irmãs Bianca e Adriely, localizadas no bairro da Pratinha; Edson Luiz, no Guamá; e Parque Amazônia, na Terra Firme.
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Encontros Formativos e Disseminação do Conhecimento
A programação central da campanha aconteceu na Escola Municipal Rotary, no bairro da Condor, e incluiu encontros formativos com a presença de professores, gestores escolares e representantes institucionais. Uma equipe dos ministérios esteve envolvida na ação, que reafirmou a importância do ambiente escolar como um espaço estratégico para a disseminação de conhecimento sobre mudanças climáticas e organização comunitária.
Paulo Henrique Silva, facilitador municipal e representante da Semec, destacou a relevância dessa iniciativa, especialmente considerando que Belém possui diversas áreas periféricas vulneráveis e é circundada por rios. Ele lembrou a recente decretação de situação de emergência devido às chuvas intensas que afetaram a cidade.
“As escolas são fundamentais nesse processo, uma vez que não apenas oferecem o espaço necessário, mas também implementam uma política de educação ambiental que é integrada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Isso potencializa nossas estratégias, uma vez que os estudantes agem como embaixadores do conhecimento, expandindo as ações para suas comunidades”, enfatizou.
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Propostas Locais e Mobilização Comunitária
Durante as formações, tanto estudantes quanto educadores foram estimulados a desenvolver propostas de campanhas locais que visam a prevenção de riscos nas comunidades onde vivem. A Secretaria Nacional de Periferias tem integrado ações educativas desse tipo ao cotidiano escolar, reforçando discussões sobre riscos climáticos e a prevenção de desastres.
Samia Sulaiman, coordenadora de Articulação da Secretaria Nacional de Periferias, ressaltou que esses espaços são cruciais para conectar a política pública à realidade das comunidades. “Por meio da campanha, conseguimos envolver as escolas neste projeto de política pública e também levar a ação a outros territórios, especialmente para comunidades e grupos coletivos, incentivando cada um a criar sua própria campanha”, afirmou.
A Importância das Escolas na Construção do Conhecimento
Rachel Trajber, representante nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirmou que as escolas continuam a ser o principal espaço para construção de conhecimento e transformação social. Segundo ela, os estudantes desempenham um papel crucial ao entender os fenômenos climáticos e atuarem como agentes de conscientização em seus lares e comunidades, ajudando na prevenção de desastres.
“As escolas são fundamentais, pois é lá que o conhecimento é formado e pode gerar transformações. A campanha #AprenderParaPrevenir está alinhada a isso, levando ciência para os alunos e ajudando-os a compreender as mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, tem sofrido significativamente com esses impactos, elevando os riscos de desastres. As crianças, embora sejam mais vulneráveis, também podem ser protagonistas na disseminação desse conhecimento em suas famílias e contribuir para a proteção de suas comunidades”, concluiu Rachel.
