Nova Medida para Vistos de Negócios e Turismo
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou uma nova exigência que afetará cidadãos de 50 países: será necessário um depósito caução de US$ 15 mil, aproximadamente R$ 78 mil, para a solicitação de vistos de negócios e turismo. A decisão foi divulgada nas redes sociais pelo Departamento de Estado dos EUA, que é responsável por esses trâmites.
De acordo com o comunicado, a nova regra tem como objetivo principal evitar a “permanência ilegal” de visitantes após o vencimento do visto. “O Departamento de Estado está comprometido em manter a segurança nas fronteiras dos Estados Unidos e em prevenir a permanência indesejada de turistas e empresários”, destacava o post oficial.
A notícia foi inicialmente reportada pela agência Reuters, que citou um funcionário do departamento que preferiu permanecer anônimo. Ele revelou que essa política entrará em vigor a partir do dia 2 de abril, impactando principalmente os vistos B-1 (negócios) e B-2 (turismo).
Ampliação da Lista de Países
Essa decisão não é nova; a exigência da caução foi inicialmente proposta em agosto de 2025, e em janeiro deste ano, a lista de países afetados foi expandida. Entre os países que recentemente passaram a incluir cidadãos na lista de exigência estão Camboja, Etiópia, Geórgia, Lesoto e Tunísia, além de outros. O Brasil, curiosamente, não faz parte deste programa.
Com a nova atualização, somam-se 12 países à lista original, que, em sua maioria, é composta por nações africanas. A medida já atinge um total de 38 países, incluindo nações como Angola, Cuba, Bangladesh e Venezuela. Essa diversificação da lista reflete a intenção do governo de Trump de aplicar restrições mais rigorosas nas políticas de imigração.
Medidas Adicionais de Controle Imigratório
As recentes determinações do governo Trump incluem não apenas a caução obrigatória, mas também um aumento significativo nas taxas de solicitação de vistos, como é o caso do visto H-1B para trabalhadores qualificados, que agora custa US$ 100 mil. Essa taxa começou a valer em setembro de 2025 e visa, segundo a Casa Branca, priorizar a contratação de americanos.
Complementando essas alterações, o governo também introduziu o programa conhecido como “gold card”, que permite a estrangeiros a aquisição de residência permanente mediante um investimento de pelo menos US$ 1 milhão. Além disso, foi estabelecida uma taxa não reembolsável de US$ 15 mil para a aquisição de residência por empresas que desejam acomodar seus funcionários no território americano.
Mais Burocracia e Vigilância
Desde junho de 2025, a administração americana passou a exigir que candidatos a vistos de estudante mantenham seus perfis em redes sociais públicos, um esforço para identificar potenciais riscos à segurança nacional. Propostas para ampliar essa fiscalização a turistas de países isentos de vistos estão em discussão, o que poderia afetar cidadãos de 42 países, incluindo importantes aliados dos EUA.
Além disso, todas essas mudanças estão acompanhadas de um aumento nas exigências de entrevistas presenciais para a concessão de vistos, especialmente para menores de 14 anos e maiores de 79, garantindo um controle mais rigoroso sobre os solicitantes.
Conclusão
As novas medidas de imigração implementadas pelo governo Trump refletem uma postura mais rigorosa em relação ao controle de quem entra nos Estados Unidos. O aumento das exigências e das taxas, bem como a ampliação da lista de países afetados, revelam uma estratégia voltada para a limitação da imigração e o fortalecimento da segurança nas fronteiras americanas. Assim, muitos se perguntam quais serão os próximos passos nesta política de imigração que tem gerado controvérsias tanto nos EUA quanto internacionalmente.
