Avaliação de Segurança e Interdições
O tráfego na Avenida Júlio César foi liberado pela Prefeitura de Belém após uma vistoria emergencial conduzida por equipes da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra). A fiscalização era necessária devido a problemas identificados na passarela que faz parte das obras do Parque Urbano Igarapé São Joaquim, um projeto prometido para a 30ª Conferência do Clima da ONU (COP 30), mas que ainda não foi concluído.
A interdição, que visava a segurança de pedestres e motoristas, foi uma decisão preventiva enquanto os técnicos realizavam a avaliação da estrutura. A prefeitura confirmou que a passarela está inclusa no contexto das obras de urbanização do canal São Joaquim, que está sendo implementado pelo Consórcio Igarapé São Joaquim. Este consórcio é formado pelas empresas Construbase Engenharia e HTBR Arquitetura e Engenharia.
Responsabilidades e Consequências
A prefeitura notificou formalmente o consórcio após os problemas serem identificados, além de abrir procedimentos administrativos com o intuito de apurar responsabilidades técnicas na execução da obra. O prefeito Igor Normando (MDB), que visitou o local, descreveu a situação como grave e apontou uma “irresponsabilidade” por parte da empresa responsável.
Normando determinou que a Procuradoria-Geral do Município e a Secretaria de Obras avaliem os laudos técnicos para verificar a possível responsabilização da Construbase Engenharia. Durante sua fala, o prefeito informou que a empresa, líder do consórcio, não poderá executar novas obras públicas na cidade durante a atual gestão.
O Parque Urbano Igarapé São Joaquim
O Parque Urbano Igarapé São Joaquim é um dos projetos mais ambiciosos em andamento, com uma extensão de 5 km que conecta a Avenida Júlio César, localizada no bairro da Marambaia, até as margens da Baía do Guajará, cruzando seis bairros na capital paraense. O orçamento total para a obra é de R$ 173 milhões, com R$ 150 milhões provenientes da Itaipu Binacional e R$ 23 milhões que estão sendo investidos pela Prefeitura de Belém.
Em busca de um posicionamento sobre a situação, a reportagem do g1 tentou contato com as empresas envolvidas, mas até o momento não obteve retorno. O caso destaca a necessidade de rigor na fiscalização e gestão de obras públicas, especialmente em projetos de grande relevância como o Igarapé São Joaquim, que visa não apenas a melhoria da infraestrutura, mas também a valorização ambiental e a qualidade de vida dos cidadãos.
