Ex-presidente segue em observação na UTI após agravamento de saúde
Nesta sexta-feira (13), a equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro revelou que seu estado de saúde é estável, embora tenha enfrentado uma piora significativa em sua função renal. O ex-mandatário, que foi internado pela manhã após apresentar febre, náuseas e calafrios, já está consciente e teve uma melhora na sua capacidade de comunicação. Leandro Echenique, cardiologista responsável pelo tratamento, afirmou: ‘O desconforto respiratório foi amenizado. Após as primeiras oito horas de tratamento, ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado.’
Desde janeiro, Bolsonaro está preso na sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, cumprindo uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Sua internação ocorreu devido ao agravamento de seu estado de saúde. Documentos da Polícia Militar, acessados pela TV Globo, indicam que ele estava bem na noite de quinta-feira (11), mas começou a apresentar sintomas preocupantes na madrugada seguinte.
Esse não é um episódio isolado na trajetória de saúde do ex-presidente durante seu encarceramento. Em setembro do ano passado, enquanto ainda estava em prisão domiciliar, Bolsonaro necessitou de atendimento médico devido a episódios de vômitos, tontura e queda de pressão arterial. Além disso, em janeiro deste ano, o ex-presidente foi internado após um incidente em que acabou batendo a cabeça em um móvel na cela onde estava detido na Superintendência da Polícia Federal.
Neste mesmo mês, a defesa de Bolsonaro solicitou sua transferência para a unidade conhecida como ‘Papudinha’, que oferece infraestrutura diferenciada, como suporte de fisioterapia e médicos disponíveis 24 horas, além de barras de apoio nas camas e uma cozinha. Apesar dessas melhorias nas condições de detenção, a equipe jurídica do ex-presidente continua a solicitar a conversão da pena para prisão domiciliar, alegando fragilidades na saúde do ex-mandatário.
