Fortalecimento da saúde digital no Brasil
A Oficina de Informática, Informação e Comunicação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) teve início nesta terça-feira, em Curitiba (PR), reunindo representantes de todos os Estados brasileiros. O Pará se destaca na programação, enviando uma comitiva formada por sete profissionais do Comitê Estadual da RNDS. Essa participação reafirma o compromisso do estado com o fortalecimento da saúde digital e a integração de dados no Sistema Único de Saúde (SUS).
A oficina, que acontecerá até a próxima quinta-feira (14), busca alinhar estratégias para a implantação do SUS Digital. Além disso, as discussões serão voltadas para monitoramento, avaliação em saúde pública, construção de painéis regionais e qualificação do uso das informações de saúde.
Objetivos e Importância da RNDS
A RNDS é uma iniciativa do Ministério da Saúde que visa garantir que a troca de dados em saúde seja feita de forma estruturada e oportuna entre União, Estados e municípios. O foco é aumentar a interoperabilidade entre os sistemas, fortalecer a gestão baseada em evidências e assegurar a continuidade do cuidado aos usuários do SUS, respeitando sempre o histórico clínico do paciente em diferentes níveis de atendimento.
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No discurso de abertura do evento, Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, enfatizou que a transformação digital ultrapassa a mera tecnologia. Segundo ela, “a RNDS hoje é uma política estruturante para o SUS. O objetivo não é apenas disponibilizar ferramentas tecnológicas, mas ampliar a capacidade analítica dos estados, qualificando a gestão e o cuidado em saúde a partir do uso estratégico dos dados”.
A Comunicação como Pilar da Transformação Digital
A importância da comunicação no processo de transformação digital também foi abordada por Ana Estela. “A comunicação é parte estruturante da saúde digital. Quando aproximamos informação, gestão, profissionais e população, fortalecemos o SUS e ampliamos a capacidade de tomada de decisão baseada em evidências”, destacou.
Dayara Carvalho, coordenadora do SUS Digital na Sespa, ressaltou que a participação do Pará representa um avanço significativo na modernização da saúde pública no estado. “Estamos avançando na construção de uma saúde cada vez mais conectada, integrada e centrada no cidadão. A RNDS permite transformar dados em inteligência para melhorar o planejamento, qualificar o atendimento e garantir mais eficiência na assistência à população”, enfatizou.
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Fonte: curitibainforma.com.br
Debate sobre Tecnologia da Informação e Políticas Públicas
A oficina também se debruça sobre a relação entre Tecnologia da Informação (TI) e Comunicação, destacando que sistemas de informação eficientes são essenciais para o funcionamento dos serviços de saúde e a formulação de políticas públicas mais eficazes.
André Oliveira, coordenador de Tecnologia e Informática em Saúde da Sespa e representante estadual na RNDS, afirmou que a interoperabilidade entre os sistemas é um avanço estratégico para o SUS. “Hoje discutimos não apenas tecnologia, mas governança, análise de dados e comunicação. A integração das informações fortalece a gestão e permite decisões mais rápidas e precisas em toda a rede de saúde”, observou.
Colaboração e Federalização da Saúde Digital
A economista Claudia Matos, assessora de gabinete da SAPS e responsável pela governança na federalização da RNDS, ressaltou que a oficina reforça o caráter colaborativo da política nacional de saúde digital. “A federalização da RNDS amplia o protagonismo dos estados e fortalece a construção coletiva de soluções para a saúde pública. Esse processo garante mais autonomia, capacidade analítica e qualificação das informações utilizadas na gestão do SUS”, afirmou.
A última oficina nacional da RNDS ocorreu em Belém, em março deste ano. Durante o evento, os estados receberam oficialmente acesso aos buckets da Rede Nacional de Dados em Saúde, ampliando a capacidade de análise e integração das informações de saúde em todo o país.
Com essa iniciativa, o Brasil dá passos significativos para fortalecer a saúde digital e pode se tornar um modelo internacional em interoperabilidade e gestão estratégica de dados no setor público de saúde.
