Arquivamento do Caso: Uma Decisão Controverso
A recente decisão da Justiça do Pará, que determinou o arquivamento do inquérito sobre a morte de Kellen Thaynara Nascimento Abreu, de 26 anos, gerou grande repercussão. O advogado da família afirmou que a investigação não chegou a um desfecho satisfatório e deixou pontos essenciais sem respostas. Kellen faleceu em 16 de dezembro de 2024, durante um passeio de lancha nas proximidades do flutuante Sabor da Prainha, na Ilha do Combu, em Belém. Esse caso, que ocorreu por volta das 21h, levantou muitas questões sobre as circunstâncias da morte da jovem.
O entendimento da Justiça foi de que não havia indícios de crime que justificassem a continuidade do processo penal. Relatos de testemunhas indicaram que a jovem havia entrado no rio de forma voluntária, apesar dos alertas sobre a forte correnteza. Essas mesmas testemunhas negaram qualquer empurrão ou desentendimento que pudesse ter contribuído para o trágico incidente.
No entanto, o advogado da família contesta a conclusão do inquérito, afirmando que a apuração foi superficial. Um dos pontos levantados por ele é a falta de apreensão dos celulares dos ocupantes da lancha, considerados essenciais para a elucidação dos fatos. Além disso, o delegado responsável pelo caso teria negado a solicitação para reinterrogar as testemunhas que estavam com Kellen, assim como a realização de uma simulação do ocorrido.
O laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por afogamento, sem evidências de violência externa ou agressão. Constatou-se também a presença de álcool no sangue da vítima, embora não tenham sido encontrados vestígios de drogas ilícitas. O arquivamento do inquérito, conforme a decisão judicial, é formal, e a investigação pode ser reaberta se novas provas vierem à tona.
O Contexto da Tragédia
A morte de Kellen Thaynara chocou não apenas sua família e amigos, mas também a comunidade de Belém, que acompanhou o caso de perto. Kellen foi encontrada sem vida na manhã do dia 17 de dezembro, um dia após desaparecer durante o passeio. Informações da Polícia Militar indicam que cinco pessoas estavam na lancha e compareceram à delegacia por volta das 3h, informando sobre o desaparecimento da jovem.
De acordo com relatos, Kellen havia saído de casa para se divertir com amigos, aproveitando um dia de folga do trabalho. As testemunhas afirmaram que, durante o tempo que passaram no flutuante, estavam consumindo bebidas alcoólicas. Em um momento de calor, Kellen decidiu pular no rio, sendo vista pela última vez após essa ação.
O corpo da jovem foi velado em uma barbearia localizada na avenida Rio Solimões, no bairro Paar, em Ananindeua, na Grande Belém. A dor da perda e a insatisfação com o desfecho do caso levam a família a buscar novos caminhos para encontrar justiça. Eles prometem recorrer da decisão e insistem que as circunstâncias da morte de Kellen não foram completamente investigadas.
Esse caso levanta reflexões não apenas sobre a segurança em passeios de lancha, mas também sobre as práticas de investigação em tragédias que impactam a sociedade. A falta de respostas e a sensação de impunidade podem deixar cicatrizes profundas na comunidade.
