Cronologia do Caso de Intoxicação Alimentar
Um laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) identificou altos níveis de bactérias em alimentos de uma pizzaria em Pombal, que está sob investigação por suspeita de um surto de intoxicação alimentar. As autoridades locais, incluindo a Polícia Civil, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa-PB), mantêm apurações abertas sobre o caso.
O episódio começou na noite de domingo, 15 de março, quando mais de 100 pessoas que consumiram pizza na pizzaria procuraram atendimento médico. O quadro culminou tragicamente na morte de uma mulher, Raíssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, após ser internada. O resultado do laudo das amostras de alimentos foi divulgado 14 dias depois, no sábado, 28 de março.
A seguir, apresentamos uma cronologia dos principais eventos que marcaram esta triste ocorrência.
15 de março – Início dos Sintomas de Intoxicação
Na noite do dia 15, mais de 100 pessoas começaram a apresentar sintomas relacionados à intoxicação alimentar e buscaram atendimento em duas unidades de saúde de Pombal: a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital Regional. Os sintomas mais frequentes incluíam náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os atendimentos se estenderam até a terça-feira, 17 de março, quando a situação começou a ser mais crítica. Em resposta à emergência, a Vigilância Sanitária Municipal decidiu interditar a pizzaria no dia 16.
17 de março – O Falecimento e as Vistorias
Infelizmente, Raíssa Maritein faleceu no Hospital Regional no dia 17, após três dias de internação. De acordo com o hospital, ela apresentou um quadro crítico e foi rapidamente transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em seu último momento, ela estava acompanhada do namorado, que também havia consumido a mesma pizza, mas não apresentou sintomas graves.
Na mesma data, a Vigilância Sanitária Estadual fez uma inspeção na pizzaria e encontrou diversas irregularidades, como a falta de documentação comprovando os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e protocolos de higiene. O inspetor Sérgio Freitas declarou que o local estava em total desconformidade com a legislação sanitária e inoperável sob as normas vigentes.
17 de março – A Investigação Policial Começa
A Polícia Civil iniciou um inquérito para investigar a morte de Raíssa e os casos de intoxicação. O delegado Rodrigo Barbosa informou que o administrador da pizzaria prestou depoimento, mas não detalhou o conteúdo. Exames do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) também estão sendo realizados nos restos de alimentos consumidos e no corpo da vítima.
17 de março – Pronunciamento do Proprietário da Pizzaria
O proprietário da pizzaria se manifestou, afirmando que não tinha intenção de causar qualquer mal e que estava colaborando com as investigações. “Jamais quis machucar ninguém, e meu comércio é minha vida”, expressou, enfatizando sua disposição em esclarecer o ocorrido.
18 de março – A Intervenção do Ministério Público
O caso chamou a atenção do Ministério Público, que passou a investigar a situação em Pombal. A promotora Patrícia Napoleão de Oliveira confirmou que informações foram requisitadas a diversos órgãos responsáveis, incluindo a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil.
20 de março – Análise da Perícia Não Mostra Sinais Clássicos de Intoxicação
Uma perícia inicial no corpo de Raíssa não revelou sinais típicos de intoxicação. O perito Luiz Rustenes mencionou que exames toxicológicos estavam em andamento para investigar mais a fundo a causa da morte, já que a análise preliminar não apresentou alterações visíveis nos órgãos.
28 de março – Laudo Revela Alta Contaminação Bacteriana
O laudo final do Lacen-PB confirmou a presença elevada de bactérias em amostras dos alimentos da pizzaria. A análise identificou as bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli, enquanto os testes dos pacientes não revelaram bactérias patogênicas. A suspeita é de que a contaminação se deveu a falhas na manipulação dos alimentos, facilitando a disseminação bacteriana. Essa situação evidencia a importância de um rigoroso controle sanitário em estabelecimentos de alimentação.
