A Importância do Diagnóstico Precoce
Uma em cada mil pessoas no Brasil enfrenta o glaucoma, uma condição que pode levar à cegueira se não for tratada a tempo. Estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia indicam que aproximadamente 1 milhão de brasileiros convivem com a doença, mas cerca de 70% ainda não foram diagnosticados. O oftalmologista Rafael Oliveira, de Belém, destaca que o dano ao nervo óptico é irreversível, tornando o diagnóstico precoce fundamental para evitar a perda permanente da visão. O alerta se intensifica neste dia 12 de março, data que marca o Dia Mundial do Glaucoma.
A detecção da doença em fases iniciais é crucial. Quando identificada precocemente, é possível iniciar um tratamento eficaz e controlar a progressão do glaucoma, reduzindo o risco de comprometimento visual ao longo do tempo. Rafael Oliveira explica que essa condição ocular provoca danos progressivos ao nervo óptico, responsável por transmitir informações visuais ao cérebro, e está frequentemente associada ao aumento da pressão intraocular. Ele ressalta que o glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo.
Sinais e Sintomas do Glaucoma
O especialista alerta que os sinais do glaucoma podem incluir perda gradual da visão periférica, visão embaçada e, em algumas situações, dor ou vermelhidão nos olhos. No entanto, nos estágios iniciais, a doença muitas vezes não apresenta sintomas evidentes, o que leva muitos a não perceberem que estão desenvolvendo glaucoma. Com o tempo, o campo de visão diminui silenciosamente, e em fases avançadas, a perda visual pode ser significativa.
Fatores de Risco e Exames Necessários
O médico aponta que pessoas com mais de 40 anos estão em maior risco de desenvolver a doença, e um histórico familiar de glaucoma também aumenta essa probabilidade. “Os fatores genéticos têm um papel relevante no desenvolvimento do glaucoma. Além disso, condições de saúde como diabetes e hipertensão arterial elevam o risco. O uso prolongado de corticoides também pode ser um fator contribuinte”, explica.
Para diagnosticar o glaucoma, são realizados exames específicos durante a consulta. Entre os principais, estão a tonometria, que mede a pressão intraocular, a oftalmoscopia, que avalia o nervo óptico, e o exame de campo visual, que verifica possíveis perdas na visão periférica. Rafael Oliveira enfatiza que um diagnóstico precoce ajuda a evitar a progressão da doença e a perda permanente da visão. Quando identificado cedo, é possível iniciar o tratamento para controlar a pressão intraocular.
Tratamento e Gestão do Glaucoma
Embora não haja cura para o glaucoma, a condição pode ser controlada através de um tratamento adequado, o que garante uma melhor qualidade de vida. “O objetivo do tratamento é reduzir a pressão intraocular, ajudando a evitar ou retardar a progressão da doença. Isso pode envolver colírios prescritos pelo oftalmologista e, em alguns casos, tratamento a laser. Quando necessário, também pode ser indicada a cirurgia”, acrescenta o médico.
A cirurgia para tratar o glaucoma é considerada quando nem os colírios nem o tratamento a laser conseguem conter a pressão intraocular. Essa intervenção tem como intuito melhorar a drenagem do líquido ocular, diminuindo assim o risco de novos danos ao nervo óptico. “Cada caso deve ser analisado individualmente pelo oftalmologista, que avaliará a melhor abordagem para o paciente”, conclui Oliveira.
Serviços de Oftalmologia em Belém
No contexto de Belém, o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS) é uma referência no atendimento a doenças oculares. Vinculado ao Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA) e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o hospital atende pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo serviços de média e alta complexidade. Para ser encaminhado ao HUBFS, os pacientes devem se dirigir a uma unidade básica de saúde e solicitar o encaminhamento para a referência em oftalmologia pelo SUS.
