Confusão nas prateleiras
A nova edição promocional da Coca-Cola, lançada em razão da Copa do Mundo de 2026, tem gerado uma onda de críticas entre os brasileiros. O motivo? Uma confusão entre as versões Sabor Original e Zero Açúcar, que se tornaram praticamente indistintas nas prateleiras. As embalagens, com um design temático que celebra o torneio a ser realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, adotaram visuais semelhantes, mantendo o vermelho característico da marca, porém, com uma tampa verde em ambos os produtos. Essa mudança eliminou a identificação rápida que os consumidores estavam acostumados, dificultando ainda mais a escolha durante as compras.
Nas redes sociais, os relatos de confusão são recorrentes. Muitos afirmam ter comprado a versão errada mais de uma vez, compartilhando experiências como “é a segunda vez na semana que levo a Zero achando que é a Original” e “só percebi quando cheguei em casa e abri a garrafa”. O principal ponto de reclamação é que a única diferença visível entre as duas opções é um pequeno texto no rótulo— ‘Sabor Original’ ou ‘Zero Açúcar’— que pode facilmente passar despercebido, especialmente para quem está na correria do dia a dia em supermercados, mercadinhos e postos de gasolina.
Desaparecimento de elementos visuais reconhecíveis
A situação se torna ainda mais crítica ao se considerar que a nova embalagem abandonou um dos códigos visuais mais reconhecidos da Coca-Cola no Brasil: a tampa preta da Coca-Cola Zero. Por anos, esse detalhe serviu como um atalho visual para identificar a versão Zero sem a necessidade de ler o rótulo. Com a nova edição temática, esse elemento foi substituído pela padronização que deixou os dois produtos praticamente idênticos, dificultando a escolha imediata.
Desafios para pessoas com daltonismo
Um aspecto que ganhou destaque nas redes sociais é a dificuldade enfrentada por pessoas com daltonismo. Para esse grupo, distinguir produtos rapidamente geralmente depende de elementos visuais simples e consistentes, como cores e contrastes. Com a alteração para a tampa verde, a antiga referência visual para identificar a versão Zero foi perdida. Um consumidor compartilhou sua experiência, afirmando: “Sou daltônico e a tampa preta era a única forma de saber qual era a Zero sem precisar ler tudo”. Outros também relataram que a nova embalagem complicou a identificação rápida, especialmente em locais com iluminação artificial ou quando as garrafas estão agrupadas nas gôndolas.
A importância da clareza em design de embalagens
Profissionais de design de embalagens ressaltam que a estética das campanhas promocionais não deve comprometer a clareza da informação para o consumidor. Em eventos esportivos importantes, como a Copa do Mundo, é comum que marcas adotem uma identidade visual unificada, mas essa estratégia deve considerar a necessidade de diferenciação entre produtos que possuem composições nutricionais diferentes, como as versões com e sem açúcar. A falta de clareza visual pode impactar negativamente a experiência do consumidor no ponto de venda, gerando confusão e frustração.
Discussão nas redes sociais
O caso gerou um debate significativo entre profissionais de design, marketing e acessibilidade nas redes sociais. Muitos argumentam que, embora a padronização estética possa fortalecer uma campanha publicitária, ela pode prejudicar a experiência real do consumidor. Especialistas sugerem que a diferenciação visual deve ser uma prioridade, especialmente em produtos que são consumidos de maneira tão habitual.
Resposta da Coca-Cola
Até o momento, a Coca-Cola não se pronunciou oficialmente sobre as críticas levantadas pelos consumidores. Enquanto isso, as embalagens temáticas da Copa do Mundo de 2026 continuam sendo distribuídas em todo o Brasil, e a frustração dos consumidores que tentam rapidamente identificar qual garrafa estão levando para casa permanece em alta.
