Agenda Diversificada para Debater o Futuro da Amazônia
A II semana do clima da amazônia acontecerá de 1 a 4 de julho de 2026 em Belém, com uma programação extensa e diversificada, composta por mais de 50 eventos autogestionados. As atividades, organizadas por empresas, instituições de pesquisa e representantes da sociedade civil, focam em soluções para os desafios ambientais, sociais e econômicos da região amazônica. O evento reunirá coletivos, juventudes, povos indígenas, especialistas e setores públicos para discutir temas como justiça climática, bioeconomia, saúde, direitos humanos, sustentabilidade e transição energética.
Empresas e instituições interessadas em participar podem se inscrever no site oficial da Semana do Clima da Amazônia, onde também está disponível a programação completa do evento.
Temas e Debates Centrais da Programação
Um dos destaques é a série “ABC do Clima e Saúde”, promovida pela Afya Belém, que ocorrerá nos dias 1º e 2 de julho. Os encontros abordarão a prevenção de doenças relacionadas ao clima, os impactos das escolhas alimentares na saúde planetária e as formas de adaptação às mudanças climáticas.
Outro foco importante será a transição energética em territórios indígenas, com uma atividade promovida pelo UNICEF e pelo Projeto Saúde & Alegria, que apresentará experiências dos povos Yanomami, em Roraima, e Munduruku, no Pará.
A programação também inclui debates sobre desenvolvimento territorial sustentável na Amazônia, bioeconomia e protagonismo comunitário. O “Programa Corredor: Parcerias multissetoriais para impulsionar o desenvolvimento territorial sustentável na Amazônia”, organizado pela Hydro, reunirá representantes de comunidades, empresas, governos e organizações parceiras para discutir estratégias colaborativas.
O evento “Sociobioeconomia Viva: Povos e comunidades na liderança da transição justa nos territórios”, promovido pela Secretaria Adjunta de Bioeconomia da Semas-PA no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia (PBIA), destacará o papel das populações amazônicas na construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento.
Bioeconomia, Infraestrutura e Juventude na Amazônia
Diversos debates sobre bioeconomia estarão presentes, incluindo a “Edição BioBusiness na Semana do Clima da Amazônia”, promovida pela Semas-PA, que visa fortalecer o diálogo entre capital, inteligência territorial e negócios sustentáveis. Também será discutida a infraestrutura sustentável da floresta no evento “A Infraestrutura Invisível da Floresta em Pé”, realizado pelo Fundo Vale no Instituto Tecnológico Vale (ITV), abordando desafios como perdas pós-colheita e dificuldades estruturais nas cadeias produtivas.
A juventude amazônica terá papel central em várias atividades, como o encontro online “Juventude, meio ambiente e terreiro: luta dos povos de terreiro acreanos”, que promoverá debates sobre justiça socioambiental e valorização de saberes tradicionais. Também será realizado o evento “Juventudes da Amazônia entre o Direito à Moradia e a Justiça Climática: experiências de Roraima em áreas de preservação permanente”, promovido pelo Coletivo Jucia, que discutirá moradia, justiça climática e preservação ambiental.
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No dia 3 de julho, a programação inclui a atividade online “O Peso do Clima: Saúde Mental e o Futuro das Juventudes Indígenas”, organizada pelo Instituto Witoto, que tratará dos impactos da crise climática sobre a saúde mental das juventudes indígenas.
Direitos Humanos, Desenvolvimento e Participação Social
Também estão previstas discussões sobre acesso a políticas públicas para jovens agricultores da Amazônia Legal, com o evento “Acesso ao PRONAF Jovem: Caminho para a Transformação da Agricultura Familiar na Amazônia Legal”. Além disso, o COJOVEM promoverá o encontro “Renovando o presente: da transição energética à resiliência nas novas cidades”.
Debates sobre direitos humanos, sustentabilidade e justiça climática serão promovidos por meio do “Festival +DH 2026”, do Instituto Ethos, e dos “Diálogos sobre Desenvolvimento, Direitos Humanos e Sustentabilidade”, organizados pela UNIQUITA.
Destaca-se também a atividade “Bússola para o Desenvolvimento Sustentável: conversa, troca e construção conjunta”, promovida pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), que fomentará debates sobre propostas socioambientais e a construção coletiva de soluções para o país.
Outro evento importante será a “Rota 26-30: ações prioritárias para 5 grandes debates para as Amazônias”, promovida pela Uma Concertação pela Amazônia, que visa refletir sobre caminhos estratégicos para o futuro da região.
Participação Ampliada e Espaços de Diálogo
Além das atividades presenciais em locais como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia (PBIA), Instituto Tecnológico Vale (ITV), Afya Belém e CESUPA, parte da programação será realizada de forma virtual, ampliando o alcance dos debates e incluindo diferentes territórios da Amazônia.
Os eventos autogestionados fazem parte da programação oficial da II Semana do Clima da Amazônia, que ocorre entre 29 de junho e 4 de julho de 2026 em Belém, fortalecendo a mobilização social e a discussão sobre o futuro da região.
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Conexão com a COP30 e Protagonismo Regional
Esta edição será o primeiro grande encontro climático após a COP30, reunindo representantes do setor privado, agentes públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e lideranças locais para debater sustentabilidade, justiça climática e desenvolvimento regenerativo. Entre os objetivos estão o monitoramento dos compromissos firmados na COP30, o fortalecimento da participação de juventudes, mulheres e povos originários, além da atração de investimentos regenerativos.
Lucimar Souza, diretora de Desenvolvimento Territorial do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), destaca que a Semana do Clima da Amazônia é fundamental para ampliar a participação amazônica nas discussões globais sobre mudanças climáticas. Segundo ela, a primeira edição trouxe o debate climático para a região de forma estruturada, estimulando o protagonismo regional e promovendo espaços de diálogo que conectam as realidades locais.
Eixos Temáticos e Atividades Específicas
A II Semana do Clima da Amazônia será organizada em seis eixos temáticos da Agenda de Ação da COP30, incluindo compromissos pós-COP30, transição energética justa, afastamento dos combustíveis fósseis, adaptação climática, economias regenerativas, sociobioeconomia, direitos territoriais, enfrentamento ao racismo ambiental, cidadania, ciência, inovação e impactos das mudanças climáticas na saúde.
Entre as atividades previstas está a “Mesa Executiva da Bioeconomia – Beneficiamento do Açaí”, promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas-PA), que ocorrerá no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia (PBIA) no dia 1º de julho. O evento abordará o potencial do açaí amazônico como alimento funcional, suas aplicações culinárias e industriais, e estratégias para ampliar sua presença no mercado nacional e internacional, incluindo degustações e visitas técnicas.
Parcerias Amplas e Impacto Regional
A Semana do Clima da Amazônia é uma iniciativa que congrega organizações públicas, privadas e da sociedade civil para debater soluções estruturantes frente aos desafios ambientais, sociais, econômicos e culturais da região. O projeto visa fortalecer uma visão de longo prazo para a Amazônia, alinhando políticas públicas e iniciativas privadas para promover desenvolvimento sustentável, equilibrando conservação ambiental, geração de renda e bem-estar das populações locais.
Em 2025, a primeira edição reuniu mais de 4 mil participantes, com mais de 100 horas de programação e mais de 35 eventos em Belém, contando com a participação de mais de 30 organizações parceiras. Para 2026, o evento conta com patrocínio das empresas Hydro e Vale, além de uma ampla rede de correalizadores, incluindo Afya, ASSOBIO, BRC Biodiversity Research Consortium, Certi, CESUPA, Cojovem, Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, CONTAG, Embrapa, Emergent, FIEPA, Governo do Estado / Secretaria do Meio Ambiente do Pará, Hydro, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Peabiru, IPAM Amazônia, Instituto Sincronicidade (ISPIS), Instituto Tecnológico Vale (ITV), Museu Emílio Goeldi, Natura, Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia (PBIA), Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), Prefeitura de Belém, Projeto Guardiãs da Floresta, Projeto Saúde & Alegria (PSA), Rede de Trabalho Amazônico – GTA, Saint-Gobain, Uma Concertação pela Amazônia e Vale.
Essa ampla articulação institucional reforça o compromisso com o futuro da Amazônia, promovendo debates que envolvem Sustentabilidade (IDS), Amazônia (PBIA), Extrativistas (CNS), Sociedade (ICS), Sincronicidade (ISPIS) e Amazônia (PPA), entre outros atores essenciais para a construção de soluções integradas e eficazes.
