Capacitação de Agentes de Saúde e Combate às Endemias
Nesta quinta-feira, dia 12, o Ministério da Saúde realizou a formatura de uma nova turma de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) em Belém, a capital do Pará. Ao todo, 5.343 ACS e 1.187 ACE foram diplomados, uma conquista significativa que reafirma o compromisso do governo com a formação das equipes que atuam na Atenção Básica e na Vigilância em Saúde.
O programa “Mais Saúde com Agente” foi criado com a finalidade de oferecer formação técnica a ACS e ACE em todo o país. Os cursos oferecidos, que incluem o Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde e o Curso Técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase no Combate às Endemias, foram desenvolvidos em um formato híbrido. Isso significa que 40% da carga horária foi realizada em Ensino a Distância (EaD), enquanto os 60% restantes foram destinados a atividades práticas nos territórios de atuação dos profissionais.
Para assegurar uma experiência de aprendizado de alta qualidade, o programa contou com a orientação de tutores, que foram responsáveis por mediar discussões e guiar as disciplinas no ambiente virtual. Além disso, preceptores, que são trabalhadores das redes municipais, acompanharam de perto as atividades executadas pelos agentes nas comunidades, promovendo uma experiência educativa rica e contextualizada.
Integração e Fortalecimento das Redes de Saúde
A estrutura formativa do programa promoveu uma colaboração inédita entre os ACS e ACE, o que fortaleceu o trabalho conjunto e estimulou discussões, ações educativas e práticas que ampliaram a visão crítica e o alcance dos profissionais. Essa integração é crucial, pois se reflete na qualidade dos cuidados prestados à população e no fortalecimento das redes de saúde locais.
Felipe Proenço, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, ressaltou a relevância do programa na educação em saúde no Brasil. Ele observou que a maioria das formações técnicas no país é oferecida por instituições privadas e destacou: “Hoje, com mais de 110 mil novos técnicos do SUS, conseguimos inverter essa lógica com investimento público na educação. Se os agentes tivessem que pagar pelos cursos, muitos ficariam de fora.”
Impacto Social e Valorização da Profissão
Além dos avanços técnicos, o programa também tem um impacto social significativo, uma vez que muitos dos novos profissionais são mulheres e pessoas negras, grupos que tradicionalmente enfrentam barreiras no acesso à educação. Ilda Angélica Correia, presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (CONACS), ressaltou a importância deste momento: “Estamos diante de uma manhã histórica para a nossa categoria. Receber este apoio do Ministério da Saúde é um passo importante no nosso desenvolvimento educacional e profissional e mostra a valorização dos ACS e ACE.”
Correia também destacou que o reconhecimento do governo federal e do Ministério da Saúde sobre a importância dos profissionais que atuam na gestão de endemias é fundamental para a promoção da saúde nas comunidades. “Esses profissionais são essenciais para levar educação e prevenção às famílias brasileiras”, concluiu.
