Ministro Alckmin Comenta Aumento de Tarifas Americanas
No último domingo (22), durante evento em Aparecida do Norte (SP), o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou sobre o novo aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos, que passaram de 10% para 15%. Alckmin afirmou que essa mudança não resulta em perda de competitividade para as empresas brasileiras, pois a tarifa é aplicada de maneira uniforme a todos os países.
Durante a Missa de Lançamento Celebrativo da Campanha da Fraternidade de 2026, o ministro destacou: “Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competitividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranjas, aeronaves. Foi positivo. Acredito que temos uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula aos EUA em março para abordar questões não tarifárias”.
Aumento de Tarifas e o Impacto nas Vendas Externas
O reajuste nas tarifas foi anunciado no sábado pelo presidente americano, Donald Trump. A decisão ocorreu após a Suprema Corte dos EUA derrubar a tarifa imposta anteriormente. Trump defendeu que o aumento é legal e segue os instrumentos jurídicos disponíveis para o país.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) referentes a 2024, essa nova alíquota pode impactar cerca de US$ 21,6 bilhões em vendas externas brasileiras para os EUA. Isso representa um desafio significativo para o comércio exterior do Brasil e exige uma atenção especial por parte dos formuladores de políticas.
Expectativas para o Acordo Mercosul-União Europeia
Durante sua fala, Alckmin também expressou otimismo em relação à aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para ocorrer em março no Congresso Nacional. No entanto, ele ressaltou a preocupação de setores específicos, como o de vinhos, diante da concorrência que poderá surgir a partir desse tratado.
“O acordo prevê salvaguardas ao Brasil. Se houver um pico de importações, as compras do exterior podem ser suspensas”, explicou o ministro, enfatizando a necessidade de proteger a indústria nacional. Essa ressalva é vista como um passo importante para garantir a competitividade dos produtos brasileiros, mesmo em um cenário de liberalização comercial.
O ambiente global de comércio continua a apresentar desafios e oportunidades, especialmente com mudanças nas políticas comerciais dos principais países. O Brasil, sob a liderança do presidente Lula e sua equipe, busca se adaptar a essas novas condições para fortalecer sua presença no mercado internacional e proteger seus interesses econômicos.
