Operação ‘Último Boleto’ em Foco
No ambiente digital, onde os números se movimentam com a rapidez de um clique, as fraudes eletrônicas têm se sofisticado. A operação “Último Boleto” surge, assim, como uma resposta efetiva à crescente incidência desses crimes. Na última terça-feira (10), a Polícia Civil do Pará, através da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCCEP), deu um passo importante contra uma organização criminosa especializada em fraudes digitais.
A ação foi parte da segunda fase da operação, que contou com o apoio da Polícia Civil de Goiás. O foco da investigação é um esquema que envolve a adulteração de boletos e a invasão de e-mails empresariais, resultando em prejuízos significativos para uma empresa localizada em Rio Verde (GO). Curiosamente, um dos detidos é um cantor conhecido da cena musical paraense, o que adiciona um elemento inusitado a este caso.
Prisão e Apreensões Durante a Ação
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva relacionados a crimes como organização criminosa, furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informático e uso de documentos falsos. A polícia confiscou celulares, que serão submetidos a perícia para coleta de provas adicionais.
As investigações começaram em junho de 2023, quando especialistas identificaram um esquema complexo de fraudes bancárias. De acordo com o delegado João Amorim, que lidera a DECCC, os criminosos tinham acesso indevido a e-mails corporativos, interceptando comunicações e alterando informações de pagamento. Para encobrir os ganhos ilícitos, utilizavam documentos falsificados para abrir contas bancárias em nome de empresas.
Retrospectiva da Primeira Fase da Operação
A primeira fase da operação “Último Boleto” ocorreu em outubro de 2022, em Belém. Naquele momento, um mandado de prisão foi cumprido, e equipamentos que operavam uma plataforma de criação de boletos fraudulentos foram apreendidos. Laudos periciais confirmaram o alto nível de sofisticação da operação, que incluía e-mails automatizados e uma estrutura complexa para gerenciamento financeiro. Também foram levados dispositivos eletrônicos, dinheiro e um carro de luxo.
Conforme detalhes revelados pelo delegado, a análise inicial apontou a participação de mais três indivíduos e a formação de uma rede bem organizada, com clara divisão de tarefas e administração conjunta de contas, caracterizando um crime de associação criminosa voltado para fraudes digitais. Isso motivou o desdobramento para a segunda fase da operação.
Busca por Outros Suspeitos
Um dos mandados de prisão foi cumprido na Seccional Urbana de Santa Izabel do Pará, onde um dos investigados já estava detido. Outros dois alvos ainda estão foragidos, e as buscas continuam para garantir suas capturas.
A reportagem do DOL entrou em contato com a Polícia Civil do Pará em busca de mais informações sobre esta nova fase da operação “Último Boleto”, incluindo detalhes sobre a identidade dos suspeitos presos e a veracidade da informação sobre a conexão do cantor com o esquema criminoso. Até o fechamento desta edição, a resposta da instituição ainda não havia sido recebida.
