Brio Investimentos assume desenvolvimento imobiliário em estações estratégicas
O Metrô de São Paulo definiu a Brio Investimentos como parceira preferencial para o desenvolvimento imobiliário nos terminais integrados das estações Vila Madalena (Linha 2-Verde), Vila Mariana (Linha 1-Azul) e Belém (Linha 3-Vermelha – Terminal Norte). A escolha foi feita no final do mês passado, abrindo caminho para novos Negócios nos terrenos dessas estações.
A Brio poderá erguer desde edifícios residenciais até shoppings centers, desde que os projetos tenham aprovação do Metrô. Apesar de consultada, a empresa não detalhou os planos específicos para cada terminal. A responsabilidade pela Brio inclui estudos de viabilidade, regularização, estruturação financeira, obtenção de licenças e contratação das construtoras e incorporadoras necessárias.
Modelo financeiro e impacto para o Metrô
O Metrô participará do projeto apenas disponibilizando os imóveis, sem realizar aporte financeiro. A estruturação se dará por meio da criação de um fundo do qual o Metrô será cotista, recebendo dividendos e beneficiando-se da valorização patrimonial ao longo do tempo. A empresa afirmou que ainda não é possível estimar o faturamento, já que depende do tipo de empreendimento e do valor investido no fundo.
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Os terminais envolvidos oferecem uma área total de 17,4 mil metros quadrados. O Vila Madalena tem 3.784 m² e atende cerca de 42 mil passageiros por dia útil; Vila Mariana, com 8.276 m², registra fluxo diário de aproximadamente 105 mil pessoas; e o terminal Belém, com 5.366 m², recebe cerca de 60 mil usuários diariamente.
Condições para obras e garantias contratuais
As construções não poderão interferir no funcionamento das estações e devem ser concluídas em até cinco anos após o início das obras. O edital prevê que, em caso de falha grave, inadimplemento ou paralisação dos projetos, o Metrô poderá liquidar o fundo e retomar a titularidade dos imóveis.
A decisão pela Brio levou em consideração o retorno financeiro esperado, o menor risco, a capacidade financeira e a experiência da empresa em projetos imobiliários. Patricia Truzzi, chefe de departamento de novos negócios do Metrô, destacou que a receita não tarifária, gerada por essas iniciativas, ajuda a equilibrar financeiramente a companhia, especialmente após a queda no número de passageiros durante a pandemia.
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Expansão da estratégia de rentabilização
Embora a pandemia tenha intensificado essa busca por novas fontes de receita, a prática não é nova. Atualmente, cinco shoppings ocupam terrenos cedidos pelo Metrô: Shopping Metrô Tatuapé, Shopping Metrô Santa Cruz, Shopping Metrô Boulevard Tatuapé, Shopping Metrô Corinthians-Itaquera e Shopping Metrô Tucuruvi.
Além disso, a companhia administra 13 terminais urbanos, dos quais sete possuem potencial para novos empreendimentos imobiliários no modelo de aluguel, sinalizando que a expansão dessas iniciativas pode continuar nos próximos anos.
