Confirmação do caso e resposta das autoridades
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém confirmou um caso de raiva em um morcego capturado no bairro do Jurunas. O animal foi recolhido pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) no dia 25 de setembro, na Rua dos Tamoios, próximo à Avenida Bernardo Sayão, e o diagnóstico positivo para o vírus da raiva foi divulgado no início de outubro.
Em resposta, a Sesma intensificou as ações de vigilância epidemiológica e de bloqueio na região para conter a disseminação do vírus, protegendo tanto a população quanto os animais domésticos. A UVZ, em parceria com profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE), iniciou uma busca ativa num raio de 500 metros ao redor do local onde o morcego foi encontrado.
Busca ativa e vacinação para evitar novos casos
Durante as visitas domiciliares, que seguem até esta sexta-feira (16), os agentes verificam a presença de outros morcegos na área e investigam possíveis contatos entre pessoas, cães e gatos com o animal infectado. Para reforçar a proteção, cães e gatos com o esquema vacinal desatualizado estão recebendo a vacina antirrábica.
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Uma ação especial de vacinação será realizada no sábado na Estratégia Saúde da Família (ESF) Portal da Amazônia, destinada aos tutores que precisam atualizar a imunização de seus pets. Essa medida é fundamental para manter o controle da raiva na cidade.
Contexto regional e orientações para a população
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que, desde 2011, o Pará não registra casos de raiva em cães e gatos. A Sespa também atua na capacitação dos profissionais de saúde para o manejo da doença e na coordenação de ações durante surtos de raiva humana.
A raiva é uma infecção viral grave que atinge o sistema nervoso central e possui alta taxa de mortalidade quando não tratada. A Sesma reforça a importância de evitar contato com morcegos, principalmente aqueles que apresentem comportamento estranho, como voar durante o dia ou estarem caídos no chão.
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Se encontrar um morcego nessas condições, o recomendado é isolá-lo com um recipiente, como um balde ou caixa, e comunicar imediatamente a Vigilância de Zoonoses para que o animal seja recolhido de forma segura. No caso de contato direto, como mordidas, arranhões ou lambidas, é fundamental lavar o local com água e sabão e buscar atendimento médico urgente para avaliação e possível tratamento com vacina ou soro antirrábico.
O acompanhamento rigoroso dessas medidas é essencial para prevenir a transmissão da raiva e garantir a segurança da comunidade e dos animais domésticos na região do Jurunas.
