Cobranças e diálogo no vestiário
Em entrevista concedida nesta terça-feira, o técnico Cuca comentou sobre as cobranças feitas por Neymar aos companheiros durante e após o empate por 2 a 2 contra a Chapecoense. Segundo o treinador, situações como essas são comuns no ambiente esportivo e fazem parte da dinâmica do time. “No vestiário temos um ditado que é sagrado. O que acontece teria que morrer no vestiário, mas aqui não. Começa no vestiário e acaba com vocês no mesmo dia. Daqui a pouco vocês sabem outra aí. Mas é, daqui a pouco. Acontece. Cobrei hoje lá. Nós temos deixado o adversário finalizar tanto, tipo de cobrança também, lógico que sem ofender ninguém. Tem que ter para menino, para velho”, explicou Cuca.
O treinador ressaltou que a intensidade nas cobranças pode acontecer em qualquer ambiente, inclusive em casa, sem comprometer o respeito entre as pessoas. “Tem momento em que se está destemperado, não fala algo na tua casa assim? A tua família não leva a ferro e fogo, mas que você é uma boa pessoa. Como Neymar é, como todas as pessoas aqui são. São coisas que acontecem, nem quero entrar em detalhes, nem estava perto, mas é passado. Temos que fazer do limão uma limonada e nos unir mais um pouco”, concluiu.
Conversa sobre o futuro de Neymar e planejamento da equipe
Cuca também comentou sobre o diálogo com Neymar a respeito do futuro do jogador no Santos. O camisa 10 demonstrou satisfação com o clube e sinalizou a intenção de cumprir seu contrato. “Neymar é um cara muito fácil de lidar. Uma boa pessoa. Perguntei isso, perguntei para ele o que era o anseio dele de agora até o fim do ano. Falou que está aqui porque gosta do Santos, de jogar, que é o prazer da vida dele. Ele está bem”, relatou o treinador.
Sobre a participação do jogador nos jogos recentes, Cuca explicou que foi feito um planejamento para que Neymar jogasse apenas meio-tempo, visando preservar sua condição física para as próximas partidas. “Era combinado que eles jogariam meio-tempo. Eles entraram na segunda parte do jogo, iam entrar de qualquer forma, fazia parte do planejamento para estarem em condição boa para sábado e terça-feira”, disse.
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Fonte: reportersorocaba.com.br
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Fonte: soupetrolina.com.br
Análise do desempenho contra a Chapecoense
O técnico avaliou o desempenho da equipe na partida contra a Chapecoense, destacando a dificuldade enfrentada apesar do domínio inicial. “Começamos o jogo com 4 a 1. Tomamos um gol no finalzinho e aqui. Buscávamos ter um bom rendimento. Quando consegue sequência de bom jogo, para jogar com lanterna do campeonato, tropeço jogando em casa, você perde parte da confiança, o próprio torcedor, a cobrança até diferenciada até razão. Quando se toma um gol, isso dobra o peso, tivemos que nos remontar, passar por cima de uma situação delicada emocionalmente e reverter”, afirmou.
Cuca também comentou sobre as muitas oportunidades desperdiçadas pelo time e a preocupação com os gols sofridos. “Perdemos muitos gols. Remontamos, fizemos o terceiro, o quarto, o gol anulado, bola na trave. Em termos de construção foi ótimo, 25 finalizações, aproveitamento foi pequeno, o que preocupa o treinador mais do que tudo é ter tomado dois gols em casa. Deixar o adversário finalizar o dobro de vezes do que finalizou lá. Essas coisas que saio com ela na cabeça e hoje vou pensar muito, encontrar o equilíbrio”, concluiu.
Preparação para os confrontos da Copa do Brasil
Com os olhos voltados para a sequência da temporada, o Santos se prepara para definir a classificação às quartas de final da Copa do Brasil, enfrentando o Remo nos dias 1 e 4 de agosto, respectivamente na Vila Belmiro e no Mangueirão. Cuca confirmou que Neymar deve participar dos dois jogos. “Todo resultado interfere. Estávamos aí por uma vitória no sábado para ter uma sequência de bons jogos e vitórias para dar uma subida na tabela. Não pense que o sábado foi bem dormido, que o domingo foi agradável. Te xingam de tudo se você coloca o pé na areia domingo. Teve trabalho que não teve a vitória. O que é combinado não é caro. Pessoal entende. São planejamentos que a gente tem e vamos cumpri-lo à risca. Conto com ele nos dois jogos”, afirmou.
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Ajustes no meio-campo e equilíbrio tático
Sobre a formação da equipe, o treinador comentou sobre as variações no meio-campo, mencionando o desempenho do jogador Oliva. “Tenho variado. Tem momentos do Arão, acho como ele tem que sair. O Oliva está se firmando nessa posição. A gente busca esse sincronismo, vamos encontrar, quem sabe aí que a gente encontre o equilíbrio da equipe. Quando joga com quatro atacantes como jogamos hoje no segundo tempo, eles ficam sobrecarregados, você vai ser muito mais ofensivo, não vai ter tudo. Tem que escolher, ou jogo mais fechadinho e jogo menos risco, em contrapartida o adversário terá menos chance de gol”, explicou.
Planejamento e perspectiva para os próximos jogos
Cuca também falou sobre a utilização dos atacantes Rollheiser, Gabigol e Neymar, destacando a necessidade de equilíbrio para o time. “Podem jogar juntos, vamos trabalhar. Não sei se nesse jogo. Jogaram contra San Lorenzo, jogo pesado, bem jogado, poderíamos ter vencido. São situações para analisarmos, dar o equilíbrio, muito tempo desses 22, 23 jogos. Tivemos equilíbrio na grande maioria dos jogos. Perdemos cinco ou quatro jogadores, recuperamos jogadores que são importantíssimos”, avaliou.
O treinador finalizou ressaltando a importância de ajustar o desempenho do time para alcançar melhores resultados. “O trabalho pode ser bem reconduzido, temos que encontrar esse equilíbrio para ter uma equipe confiável, ajustar as linhas, trabalhar com menos risco, é trabalho do treinador isso tudo. Às vezes não vai contentar o grupo, temos que pensar no time. Os quatro jogos, nós fizemos 8 a 3 na UCV, empatamos com a Chape e perdemos do Botafogo. O jogo da Chape que não foi legal, mas muita chance de gol perdida. Se a gente botar o pé na forma e fazer 20% do que criamos, a gente vai vencer os jogos.”, concluiu Cuca.
