Protesto em Marituba
Na tarde de terça-feira, 31, a Alça Viária em Marituba, localizada na Região Metropolitana de Belém, foi interditada por moradores, trabalhadores e empresários em um ato de protesto contra a execução das obras de duplicação da rodovia PA-150. Os manifestantes expressam preocupação com os impactos diretos que as obras estão causando no funcionamento das empresas situadas ao longo da via.
A instalação de muretas ao longo da rodovia tem dificultado a manobra de caminhões e carretas, além de limitar o acesso a oficinas, lojas e galpões logísticos. Os organizadores do movimento afirmam que áreas previamente utilizadas para manobras foram eliminadas, o que pode resultar na paralisação das atividades comerciais e até em demissões, levando-os a exigir uma revisão do projeto.
Impacto Econômico e Ameaça a Empregos
Os empresários envolvidos na manifestação relatam que a obra de duplicação da PA-150 comprometeu pontos essenciais para a entrada e saída de veículos, prejudicando o atendimento aos clientes e a operação diária dos negócios. A diminuição do espaço para manobras atinge especialmente oficinas e centros logísticos, colocando em risco a manutenção de empregos e ameaçando o fechamento de empresas que dependem dessa rodovia para suas operações.
“A situação está insustentável. Sem a possibilidade de manobra, muitos de nós estaremos forçados a fechar as portas”, observou um empresário, que pediu para não ser identificado, reforçando a urgência das reivindicações dos manifestantes.
Reivindicações dos Manifestantes
Durante a mobilização, os participantes apresentaram uma série de pedidos ao poder público, incluindo a revisão do projeto das obras e a implementação de soluções que favoreçam tanto o funcionamento dos negócios quanto a mobilidade local. Entre as demandas estão a necessidade de saneamento adequado, a abertura de pontos estratégicos nas muretas construídas e a construção de retornos específicos para veículos de grande porte.
“É imprescindível que tenhamos um saneamento correto, aberturas estratégicas e retornos para caminhões e carretas”, afirmaram os organizadores, ressaltando a importância de ações que garantam segurança e mobilidade.
Mobilidade e Segurança em Questão
Além das preocupações econômicas, os moradores também levantaram questões relacionadas à mobilidade urbana. Segundo relatos, os retornos na rodovia foram posicionados a grandes distâncias, e há apenas uma faixa destinada à travessia de pedestres entre os dois lados da via, aumentando o risco para os transeuntes. A falta de um planejamento adequado em áreas como drenagem, iluminação e sinalização tem gerado apreensão sobre a segurança e a funcionalidade da rodovia após a conclusão das obras.
Demandas ao Poder Público
Os empresários afirmam que as notificações recebidas a partir do fim de outubro de 2025, que se referem a análises estruturais, não apresentaram uma clara explicação sobre os impactos da obra ou discutiram alternativas para minimizar os prejuízos. Em meio a esse cenário, os organizadores do protesto solicitaram soluções imediatas e a abertura de um canal de diálogo com as autoridades competentes. “Exigimos soluções urgentes, diálogo e responsabilidade de quem mantém a economia e vive diariamente nesta região”, concluíram.
