Mobilização da Direita em Belém
No último domingo (1º), lideranças da direita no Pará saíram às ruas de Belém para um protesto sob o lema “Fora Lula, Moraes e Toffoli”. A manifestação atraiu apoiadores que criticavam não apenas o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mas também o Supremo Tribunal Federal (STF), exigindo a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A caminhada começou na escadinha do Cais do Porto, liderada por parlamentares do Partido Liberal (PL). O deputado federal Éder Mauro, em seus discursos, reafirmou a ideia de que as recentes decisões do Judiciário configuram uma “ditadura do Judiciário”. “Estamos vendo homens inocentes presos e bandidos soltos”, declarou Mauro, enquanto os simpatizantes acompanhavam com gritos de apoio durante o trajeto.
Além de Éder Mauro, estavam presentes os vereadores Mayk Vilaça e Agatha Barra, além do deputado estadual Rogério Barra e do deputado federal Delegado Caveira, todos vinculados ao PL, reforçando a mensagem política da manifestação com discursos que criticavam abertamente ministros do STF e pediam mudanças significativas no cenário institucional do Brasil.
Protesto Sem Caráter Eleitoral
Apesar da forte conotação política, Éder Mauro destacou que o ato não possui caráter eleitoral. Ele enfatizou que a mobilização não está diretamente ligada às eleições gerais que se aproximam em outubro. “O ato não tem nada a ver com campanha. Estamos aqui para mostrar a indignação do povo e chamar a população para vir às ruas”, destacou o parlamentar.
O vereador Mayk Vilaça, por sua vez, especificou os objetivos do protesto, afirmando que um dos propósitos é pressionar o Senado Federal. Ele explicou que o movimento busca sustentação para pedidos de impeachment direcionados aos ministros do Supremo, afirmando: “O objetivo é pressionar os senadores a favor do impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Estamos aqui para combater o sistema”.
Movimentações Partidárias e o Futuro Político
Embora 2026 se apresente como um ano eleitoral e o clima político já esteja agitado, Vilaça evitou entrar em detalhes sobre estratégias futuras ou eventuais mudanças partidárias. A análise de cenários poderá mudar com a abertura da janela partidária, prevista para iniciar em 6 de março, quando deputados têm a oportunidade de trocar de partido sem perder seus mandatos.
A janela partidária é considerada uma oportunidade estratégica para as lideranças, pois permite reorganizações internas e o fortalecimento de candidaturas. Mesmo assim, Vilaça afirmou que as definições locais ainda não estão consolidadas. “Estamos recebendo orientações do nosso presidente, Jair Messias Bolsonaro, e com certeza montaremos uma equipe forte com o objetivo de confrontar o sistema. Estaremos nas ruas”, concluiu.
