Inovação e Desenvolvimento Sustentável
Os laboratórios do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, localizado em Belém, são reconhecidos pela excelência em serviços especializados, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. Com a recente aprovação de recursos financeiros, as funcionalidades técnicas dessas unidades serão significativamente aprimoradas, o que promete impulsionar pesquisas e gerar impactos positivos no mercado local.
Esse investimento é parte do projeto “Fortalecimento da Infraestrutura Tecnológica e Empresarial para Inovação Sustentável da Amazônia”, que foi viabilizado através de uma chamada pública da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa visa recuperar e modernizar ambientes de pesquisa, assim como os equipamentos disponíveis.
Laboratórios Beneficiados
A Fundação Guamá, responsável pela gestão do PCT, submeteu o projeto para garantir a modernização de diversos laboratórios, incluindo o Centro de Estudos Avançados da Biodiversidade (Ceabio), o Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA), o Laboratório de Alta Tensão (Leat) e o Laboratório de Óleos da Amazônia (Loa), todos pertencentes à Universidade Federal do Pará (UFPA).
Segundo Júlio Pieczarka, coordenador do Ceabio, os serviços prestados às empresas e organizações que buscam informações sobre a biodiversidade da região nas áreas de saúde e cosméticos serão amplamente beneficiados com a recuperação dos equipamentos. “Com o tempo, os equipamentos se tornam obsoletos ou apresentam problemas de funcionamento. Esse suporte financeiro permitirá que novas técnicas sejam aplicadas, aumentando a nossa produtividade e a capacidade de atender às necessidades da comunidade”, destacou Pieczarka.
Impacto na Qualidade e Inovação
O apoio financeiro também é crucial para o Laboratório de Óleos da Amazônia, que se dedica ao controle de qualidade de insumos da região. Luís Adriano Nascimento, vice-coordenador do laboratório, ressaltou que a modernização dos equipamentos garante a continuidade das pesquisas e o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. “Nosso objetivo é utilizar a ciência para inovar, e essa parceria com o Parque é vital para isso”, afirmou.
No Laboratório de Alta Tensão, a aquisição de novos equipamentos vai revolucionar a realização de ensaios elétricos essenciais para garantir a qualidade de bens e serviços no setor energético. O coordenador Marcus Vinicius explicou que a atualização permite a medição de capacitância e fator de perda da isolação, ampliando significativamente a infraestrutura do laboratório para atender a demanda do mercado.
Avanços na Bioeconomia
O Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia também receberá melhorias significativas. Fábio Moura, seu coordenador, destacou que a atualização do sistema de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC) permitirá a detecção de micotoxinas em alimentos da sociobiodiversidade amazônica. Esse avanço é fundamental, visto que a presença de micotoxinas em produtos como a castanha-do-pará e as amêndoas de cacau representa um desafio à saúde pública e à competitividade no mercado de exportação.
Mourá ressaltou ainda que, com a nova infraestrutura, o laboratório poderá oferecer serviços que atendem às exigências do mercado, favorecendo cooperativas e empresas locais. “A integração entre a pesquisa acadêmica e a gestão de inovação no PCT Guamá é crucial para transformar conhecimento científico em valor agregado para os produtos da floresta”, afirmou.
Objetivos e Futuro
A seleção pública da Finep em 2023 visa fomentar a colaboração entre Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e Fundações de Amparo à Pesquisa. O objetivo é assegurar a sustentabilidade e a operação eficiente dos laboratórios. Entre as metas estão a atualização de equipamentos e a criação de um ambiente propício para pesquisas de qualidade internacional, além de incentivar a prestação de serviços que estimulem a inovação no país.
Esses investimentos não apenas restauram a infraestrutura existente, mas também têm o potencial de aumentar a competitividade do Brasil em diversas áreas, promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico que a Amazônia tanto precisa.
