Guia Rápido para Identificação do Autismo
Belém, PA – O Governo do Pará, por meio da Coordenação Estadual de Políticas para Autismo (Cepa), que está vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), apresentou um guia prático voltado para a identificação de crianças com autismo. Esse documento, na forma de um formulário eletrônico, foi elaborado pela Coordenação de Tecnologia e Informática em Saúde da Sespa e pode ser preenchido de maneira ágil pelos responsáveis, coletando informações sobre identificação, preferências e dificuldades das crianças.
De acordo com Ualame Machado, secretário da Sespa, o formulário é essencial para a identificação precoce de crianças com autismo. “Este guia irá beneficiar não apenas educadores, terapeutas e profissionais de saúde, mas também a nós, do Governo, ao possibilitar a identificação desse público e, assim, trabalharmos para garantir mais inclusão, direitos e acesso aos serviços de forma eficaz”, afirmou.
Segundo Brenda Maradei, coordenadora da Cepa, o material tem como objetivo principal auxiliar as famílias atípicas na comunicação com as escolas. “O guia ajuda a instituição a entender as preferências e necessidades específicas da criança autista, fornecendo informações valiosas para promover sua plena integração no ambiente escolar. Ao conhecer aspectos como o hiperfoco da criança, os professores podem adaptar suas metodologias de ensino, melhorando o aproveitamento em sala de aula”, destacou.
Para acessar o guia rápido de identificação do Transtorno do Espectro Autista (TEA), os interessados devem visitar o site correspondente, preencher o formulário e clicar na opção “gerar guia rápido”. O documento gerado pode ser impresso ou salvo em formato digital para compartilhamento.
Brenda Maradei ainda reforçou que o guia foi desenvolvido após diálogos extensivos com a comunidade, abordando as questões mais pertinentes para os pais de crianças autistas. “Apesar de o foco ser a interação com escolas e professores, o formulário pode também ser compartilhado com terapeutas e cuidadores que fazem parte do cotidiano da criança, assim, todos podem entender melhor suas particularidades e auxiliar na regulação sensorial quando necessário”, concluiu a coordenadora.
