Greve na Cinbesa Mobiliza Funcionários
Na última terça-feira (10), cerca de 150 empregados da Companhia de Tecnologia da Informação de Belém (Cinbesa) iniciaram uma greve por tempo indeterminado. A principal reivindicação da categoria é o dissídio coletivo, que visa a reposição de perdas salariais acumuladas e o cumprimento de um acordo coletivo estabelecido durante a gestão anterior. A Redação Integrada de O Liberal buscou contato com a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) para obter um pronunciamento sobre a situação, e o espaço permanece aberto para manifestação.
A Cinbesa, uma empresa de economia mista, desempenha um papel crucial na administração municipal, sendo responsável pelo desenvolvimento de diversos sistemas, como o Gerenciamento de Recursos Humanos (GRH), o Sistema de Arrecadação Municipal (SAT) e o Sistema de Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GDOC). Além disso, a companhia presta serviços de Data Center à PMB, elabora projetos de infraestrutura de redes e cuida da instalação e configuração de servidores.
Contexto da Greve e Demais Movimentos
A decisão dos funcionários da Cinbesa de paralisar as atividades ocorre em um contexto de outras greves de categorias municipais em Belém. Setores como educação, saúde e assistência social também estão em greve, protestando contra a gestão do prefeito Igor Normando. Desta forma, a paralisação dos trabalhadores da empresa de tecnologia se insere em um movimento mais amplo de reivindicação por melhorias nas condições de trabalho.
Izabel Zahlouth, diretora do Sindicato de Processamento de Dados do Pará (SINDPD), destacou que as perdas salariais da categoria chegam a 25% ao longo dos últimos anos. “A empresa alega que não tem orçamento”, comentou Zahlouth, evidenciando a dificuldade enfrentada pelos funcionários em buscar um diálogo com a administração municipal.
Negociações e Acordos que Não se Cumpriram
Apesar da alegação de falta de recursos, a diretora sindical ressaltou que a assinatura de um decreto pelo prefeito, criando a Secretaria de Ciência e Tecnologia, levanta questionamentos sobre o real estado das finanças da PMB. “Isso indica que existem recursos disponíveis para a criação de novos órgãos”, afirmou.
Zahlouth também revelou que a categoria tem tentado iniciar negociações com a prefeitura desde janeiro de 2025, mas até o momento não recebeu nenhuma contraproposta. “Estamos buscando um diálogo com o novo governo desde janeiro de 2025, mas só ouvimos que não há orçamento. A gestão atual parece não estar disposta a atender nossas demandas”, relatou a diretora do SINDPD.
Os trabalhadores da Cinbesa sentem-se desrespeitados, uma vez que a atual administração está descumprindo um acordo coletivo firmado no último ano do governo de Edmilson, que previa a reposição das perdas salariais iniciada no ano anterior. “A situação é preocupante. Eles não estão apresentando propostas e estão quebrando um acordo que foi assinado”, concluiu Zahlouth, enfatizando a urgência da situação.
