Uma Imersão Cultural na Amazônia
A cidade de Belém será palco, a partir do dia 10 de fevereiro, da Exposição dos Povos da Floresta: Ocupação Artística Contemporânea Mairi, que tomará conta do Museu da Imagem e do Som do Pará (MIS – Palacete Faciola). Esta mostra faz parte da programação do Festival dos Povos da Floresta e busca estabelecer um diálogo envolvente entre a arte contemporânea, a ancestralidade e a rica identidade da Amazônia.
A exposição traz em seu conjunto obras de artistas oriundos dos estados de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, unindo diferentes regiões da Amazônia por meio de uma diversidade de linguagens visuais e audiovisuais que transitam entre o tradicional e o contemporâneo. O objetivo é apresentar ao público narrativas que destacam a diversidade cultural da floresta, além de seus processos de reinvenção.
Curadoria e Proposta Artística
Com uma curadoria assinada por Isabela Bastos e Lucas Baim, em colaboração com Nice Tupinambá, a proposta da exposição enfatiza o protagonismo de artistas amazônicos, promovendo uma troca enriquecedora entre saberes ancestrais e práticas artísticas atuais. As obras que compõem a mostra incluem criações que já foram exibidas em edições anteriores do festival, realizadas em cidades como Porto Velho, Boa Vista e Macapá, além de uma ocupação artística local. Esse conjunto convidativo faz com que o público reflita sobre questões como pertencimento, memória, identidade e o patrimônio cultural da Amazônia.
Abertura e Detalhes da Visitação
A abertura oficial da exposição está marcada para o dia 10 de fevereiro, no Auditório Eneida de Moraes, com início às 18h30, seguido de cerimônia às 19h. A visitação ficará aberta ao público entre os dias 11 de fevereiro e 29 de março, de terça a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita, proporcionando assim acessibilidade a todos os interessados.
Festival dos Povos da Floresta
O Festival dos Povos da Floresta é uma iniciativa itinerante e multilinguagens, idealizada pela Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, com o apoio da Petrobras e a realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Este projeto utiliza a arte como uma poderosa ferramenta para valorizar saberes tradicionais, promover a sustentabilidade e fortalecer a resistência cultural. As atividades oferecidas são gratuitas, acessíveis e voltadas especialmente para comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas, além de estudantes, educadores, pesquisadores e o público em geral.
