Relatório Global sobre Bullying em 2026
A Organização Mundial Bullying Sem Fronteiras, em parceria com o Observatório Mundial Bullying Sem Fronteiras, que conta com a colaboração de 50.000 profissionais ao redor do mundo, além de estudantes e docentes de 30 das principais universidades globais, divulgou as novas Estatísticas Mundiais sobre Bullying para 2026. Neste estudo, o Brasil se destaca, ocupando a quarta posição no ranking mundial, com 300.000 casos registrados. Esse número alarmante exige uma atenção urgente para soluções eficazes.
Com uma população estudantil expressiva de mais de 50 milhões de alunos frequentando escolas públicas e privadas todos os dias, o Brasil enfrenta um desafio significativo. A ocorrência de 300 mil casos de bullying severo é um indicativo claro de que a sociedade precisa intensificar os esforços para enfrentar essa questão.
O cenário é ainda mais complexo quando se considera o desempenho em esportes, especialmente o futebol, e as disparidades socioeconômicas que persistem em um país que, embora tenha avançado na redução da pobreza, ainda enfrenta grandes desigualdades. Assim, crianças a partir dos 12 anos e adolescentes até os 18 anos se tornam alvo de bullying e cyberbullying.
Além disso, a violência no Brasil, exacerbada pela presença de organizações paramilitares em diversas regiões, cria ambientes propícios ao assédio. Muitas crianças acabam se espelhando em adultos que, por meio da mídia, promovem uma imagem de força e poder, muitas vezes associada à violência.
Distribuição do Bullying nas Unidades Federativas do Brasil
A situação do bullying é variada entre os estados brasileiros:
- Acre (AC) – Capital: Rio Branco: 0
- Amapá (AP) – Capital: Macapá: 0
- Amazonas (AM) – Capital: Manaus: 1
- Pará (PA) – Capital: Belém: 5
- Rondônia (RO) – Capital: Porto Velho: 1
- Roraima (RR) – Capital: Boa Vista: 0
- Tocantins (TO) – Capital: Palmas: 1
- Alagoas (AL) – Capital: Maceió: 2
- Bahia (BA) – Capital: Salvador: 10
- Ceará (CE) – Capital: Fortaleza: 4
- Maranhão (MA) – Capital: São Luís: 2
- Paraíba (PB) – Capital: João Pessoa: 2
- Pernambuco (PE) – Capital: Recife: 5
- Piauí (PI) – Capital: Teresina: 2
- Rio Grande do Norte (RN) – Capital: Natal: 2
- Sergipe (SE) – Capital: Aracaju: 2
- Distrito Federal (DF) – Capital: Brasília: 2
- Goiás (GO) – Capital: Goiânia: 3
- Mato Grosso (MT) – Capital: Cuiabá: 2
- Mato Grosso do Sul (MS) – Capital: Campo Grande: 2
- Espírito Santo (ES) – Capital: Vitória: 3
- Minas Gerais (MG) – Capital: Belo Horizonte: 6
- Rio de Janeiro (RJ) – Capital: Rio de Janeiro: 11
- São Paulo (SP) – Capital: São Paulo: 15
- Paraná (PR) – Capital: Curitiba: 6
- Rio Grande do Sul (RS) – Capital: Porto Alegre: 6
- Santa Catarina (SC) – Capital: Florianópolis: 5
No total, o Brasil registra alarmantes 300 mil casos de bullying, o que demanda ações efetivas por parte de educadores, autoridades e sociedade civil.
O Cenário Global do Bullying
Em uma análise mais ampla, o Brasil aparece como o quarto país com o maior número de casos de bullying, logo após Espanha, Estados Unidos e Alemanha. As estatísticas globais revelam que:
- 1 – Espanha: 360.000 casos
- 2 – Estados Unidos: 340.000 casos
- 3 – Alemanha: 330.000 casos
- 4 – Brasil: 300.000 casos
- 5 – China: 290.000 casos
Os dados referentes ao bullying no Brasil são apenas a ponta do iceberg. A Organização Mundial Bullying Sem Fronteiras destaca que as estatísticas podem estar subestimadas devido a fatores como guerras, presença de grupos paramilitares e censura política em muitos países.
A Necessidade de Ação e Conscientização
A falta de denúncias e o silêncio que envolve o bullying escolar são preocupantes. Muitas vítimas e suas famílias sofrem em silêncio, enquanto as instituições de ensino e as autoridades muitas vezes ignoram o problema. Para que possamos mudar esse cenário, é preciso que haja um esforço conjunto por parte de todos — educadores, pais e a sociedade como um todo — para combater o bullying e promover um ambiente escolar mais seguro e acolhedor para todos.
Assim, o relatório de 2026 não é apenas um chamado à ação, mas também um convite à reflexão sobre como cada um de nós pode contribuir para a construção de um futuro livre de bullying.
