Belém se destaca no debate sobre bioeconomia
Belém, capital do Pará, abre suas portas nesta terça-feira, 12, para a terceira edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS). O evento, que vai até quinta-feira, 14, foca em debater a bioeconomia tanto no Brasil quanto no cenário internacional, solidificando a cidade como um epicentro de soluções sustentáveis.
Com a Amazônia em destaque, o BAS se propõe a ser um centro de inovação no enfrentamento da crise climática, unindo tecnologia, ciência e saberes tradicionais. A EXAME está acompanhando todos os detalhes desse evento que busca transformar a região amazônica em um importante polo de negócios regenerativos.
Amazônia em foco na agenda climática global
Leia também: Instituto Equatorial Celebra Conclusão do Programa MUDA em Belém: Fortalecimento da Bioeconomia
Leia também: Norte do Brasil: O Futuro Estratégico da Bioeconomia e Infraestrutura Subfluvial
Após a realização da COP-30 em Belém, o BAS se apresenta como uma extensão do legado deixado pela conferência. O objetivo é fomentar um diálogo global sobre as possíveis soluções que podem ser extraídas da floresta preservada. Nesta edição, com o tema “Convergir para Inovar”, o evento reúne mais de 130 startups e 60 instituições de diversos países, todos com a missão de acelerar negócios que buscam integrar o potencial econômico da Amazônia com inovações tecnológicas.
Guilherme Manechini, CEO do BAS, sublinha a importância transformadora do evento: “Estamos construindo um espaço que reafirma a Amazônia como a principal matriz de inteligência em bioeconomia, além de um ator político fundamental em uma nova agenda global que integra clima, cultura e tecnologia, sempre sob a perspectiva da justiça social”.
Negócios regenerativos e um futuro sustentável
Leia também: Bioeconomia e Infraestrutura: O Norte se Torna Estratégico para o Brasil
Leia também: Belém Sedia Encontro sobre Inovação e Bioeconomia na Indústria Amazônica
A edição de 2026 do BAS promete aumentar os debates sobre financiamento misto e soluções para cadeias produtivas sustentáveis. A programação inclui discussões sobre reflorestamento, inovação territorial e a valorização de saberes ancestrais, vitais para enfrentar as crises ambientais contemporâneas.
Renato Ramalho, CEO da KPTL, uma das organizadoras do evento, acredita que os diálogos entre cientistas e lideranças indígenas e quilombolas são fundamentais: “Este intercâmbio mostra que a inovação para a crise climática também emerge do diálogo entre saberes tradicionais e a ciência”.
A expectativa é que aproximadamente 1,5 mil pessoas visitem o evento diariamente. A programação é cheia, contando com representantes de grandes instituições financeiras, como BNDES, BID, Banco Mundial e IFC, que discutirão novos modelos de financiamento voltados para a bioeconomia.
Além disso, o BAS contará com a presença de delegações internacionais, interessadas em compreender e aplicar as soluções desenvolvidas pelos empreendedores da Amazônia.
Informações Sobre o Evento
O Bioeconomy Amazon Summit é uma realização do BAS Convergence Hub, em parceria com o Jornada Amazônia. O evento tem a co-realização de várias instituições, incluindo a Fundação Amazônia Sustentável, Sebrae Pará, CIRAD, EMBRAPA e IPAM, entre outras.
