Pane e manutenção de semáforos
Desde o início de 2026, a Secretaria de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) contabilizou mais de 600 panes e ocorrências envolvendo semáforos de Belém. O balanço, divulgado pela autarquia municipal, aponta furtos de cabos, atos de vandalismo e instabilidades no fornecimento de energia como causas principais dos apagões e falhas nos equipamentos.
Motoristas e pedestres relatam frequente interrupção do funcionamento dos sinalizadores em pontos de grande fluxo, episódios que chegaram a ser exibidos pelo Jornal Liberal 1ª Edição, da TV Liberal, em 11 de maio. “A instabilidade traz risco e gera congestionamento”, avaliou um motorista, que preferiu não se identificar.
Segundo Hélder Barbosa, supervisor operacional da Segbel, “Somente este ano já foram mais de 600 acionamentos das nossas equipes, incluindo manutenções preventivas, religação de equipamentos e reprogramação de semáforos após quedas de energia”. O ritmo de atendimentos tem se intensificado para reduzir o tempo de inatividade dos semáforos de Belém.
Os problemas registram impacto direto na fluidez do trânsito e aumentam o risco de acidentes em diversos bairros, especialmente nos horários de pico. A demora na religação dos semáforos em Belém acende o alerta das autoridades para a necessidade de soluções de longo prazo.
Custos e impactos financeiros
O custo das intervenções saltou em 159% no ano passado, levando os cofres públicos a desembolsar mais de R$ 67 mil com reposição de cabos e controladores da rede semafórica. A Segbel aponta que o valor extra é resultado principalmente dos furtos de materiais e da necessidade de manutenção emergencial após apagões.
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Fonte: bh24.com.br
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Fonte: omanauense.com.br
Para reforçar a segurança nos cruzamentos afetados, novas instalações de semáforos foram realizadas em avenidas como Almirante Barroso, Júlio César, Pedro Álvares Cabral, Duque de Caxias, Nazaré e Pedro Miranda. Ainda assim, a gestão reconhece que o investimento não elimina completamente a vulnerabilidade dos equipamentos.
Especialistas da área de mobilidade urbana apontam que a integração de sistemas de supervisão remota poderia reduzir o tempo de resposta, mas a implementação ainda carece de orçamento específico no plano de continuidade de operações da Segbel.
Fiscalização e prisões
Em parceria com a Guarda Municipal de Belém, a Segbel intensificou operações de patrulhamento e monitoramento em diversos bairros. A ação integrada resultou na prisão em flagrante de 42 suspeitos de furtos de cabos de semáforos neste ano. Os detidos foram encaminhados à Polícia Civil para investigação.
Além das prisões, há busca ativa por receptadores e estabelecimentos que comercializam materiais metálicos de origem ilícita. Um especialista, que preferiu não se identificar, destaca que esse trabalho é fundamental para desestimular o tráfico de componentes usados em equipamentos públicos.
Em diferentes regiões da cidade, as equipes seguem realizando vistorias noturnas e revisões periódicas nos armários de controle semafórico para inibir furtos e atos de vandalismo antes que provoquem panes.
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Fonte: soudesaoluis.com.br
Orientações e próximos passos
O secretário da Segbel, Luciano de Oliveira, reforça a importância da colaboração da população para reduzir as ocorrências. “Quem compra ou furta cabo comete um crime que prejudica diretamente o tempo e a segurança de milhares de usuários do trânsito”, afirmou.
Para denunciar furtos, vandalismo ou atitudes suspeitas na rede semafórica e de iluminação pública, a população deve acionar o número 153, da Guarda Municipal de Belém. A Segbel também prevê campanhas educativas para alertar sobre os danos financeiros e os riscos à segurança viária.
A Segbel avalia reforçar a iluminação pública e adotar cabos com revestimento mais resistente à ação de criminosos. Estudo técnico em parceria com a concessionária de energia deve analisar alternativas para proteger a rede semafórica.
Nos próximos meses, um painel de monitoramento integrado deve entrar em operação, permitindo análise em tempo real da rede de semáforos de Belém e redução de custos operacionais. A previsão é que a ferramenta fortaleça o combate a furtos e agilize a manutenção.
