Vistoria e reforço na Avenida Liberdade
Na tarde do dia 28 de junho, um trecho de aproximadamente 150 metros da Avenida Liberdade, em Belém, apresentou um afundamento. Em resposta ao incidente, o Ministério Público do Pará (MPPA) realizou uma vistoria técnica para avaliar os danos e acompanhar as medidas de reparo. Durante a inspeção, foi constatada a execução de serviços para reforço do solo e a implantação de um desvio provisório, que deve garantir a continuidade do tráfego na via ao longo do mês de julho.
Monitoramento ambiental detalhado
A equipe técnica do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (Gati) do MPPA também realizou um sobrevoo com drone nas áreas próximas à avenida, buscando identificar eventuais supressões vegetais e riscos ambientais. Foram analisadas as passagens de fauna e a presença de recursos hídricos no entorno da rodovia, ações fundamentais para a elaboração do relatório técnico que será encaminhado à Promotoria de Justiça responsável.
Contexto da obra e proteção ambiental
A Avenida Liberdade, primeira via expressa de Belém, recebeu um investimento de R$ 410 milhões. Inicialmente prevista para ser entregue em outubro de 2025, antes da Conferência do Clima da ONU (COP 30), a obra foi finalizada apenas em 2 de abril de 2026. O MPPA também acompanha procedimentos administrativos para prevenir ocupações irregulares e crimes ambientais na região, que faz parte da Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belém (APA Belém). Essa área, criada em 1993, visa proteger recursos essenciais, como os lagos Bolonha e Água Preta.
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Fiscalização e ações preventivas
De acordo com o promotor de Justiça Marco Aurélio Lima, a vistoria integra um conjunto de medidas para preservar o meio ambiente e recuperar áreas degradadas. “Toda aquela região é uma área protegida, e o Ministério Público está fiscalizando para impedir qualquer ocupação ilegal. Caso ocorram novas invasões, já solicitamos o apoio das polícias Militar e Civil para adoção das providências cabíveis”, afirmou o promotor.
Impactos sociais e ambientais da obra
Embora a Avenida Liberdade tenha sido entregue com o objetivo de melhorar a mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belém, oferecendo uma nova alternativa de acesso à capital, a construção enfrentou críticas de moradores e ambientalistas. Famílias ribeirinhas que dependem da pesca e do extrativismo relataram que a obra causou destruição em seus meios de subsistência, além de danos socioambientais na região.
A via conecta-se à Alça Viária, um complexo rodoviário de cerca de 74 quilômetros, que liga a Região Metropolitana de Belém ao interior do estado. A expectativa é que, com o reparo do trecho afetado, a Avenida Liberdade continue contribuindo para a melhoria do trânsito e o desenvolvimento da região, respeitando as condições ambientais locais.
