Show Inédito e Experiencial
Após um hiato significativo longe dos palcos paraenses, Tulipa Ruiz está de volta a Belém para um show que promete ser especial e inovador. A cantora descreve a apresentação como ‘radical’, ressaltando a liberdade de improvisação que marcará a performance. “Esse show é uma oportunidade única, pois, na maioria do tempo, estou em turnê com a banda para apresentar meu último álbum, Noire. É um espetáculo pensado para momentos e lugares especiais”, compartilha Tulipa.
Em sua performance, a artista busca criar uma conexão genuína com o público. “Nessa formação, temos a possibilidade de explorar cada facetada música. É como fazer parkour: podemos seguir a direção que a música nos levar, sem seguir roteiros ou arranjos pré-definidos. Estarei presente com muito amor e intenção durante toda a apresentação”, explica.
Conexão Profunda com o Pará
A relação de Tulipa com o estado do Pará é marcada por memórias afetivas e experiências significativas. “Quando me apresentei pela primeira vez em Belém, Gaby Amarantos fez uma participação especial e, após o show, nos convidou para uma refeição em sua casa no Jurunas. Essa foi a minha primeira imersão na cultura paraense”, recorda a cantora.
Essa vivência foi tão impactante que influenciou obras como seu álbum “Dancê”. “Eu queria mesclar os riffs da música paulistana com a guitarrada paraense. Convidei meus guitarristas favoritos: meu pai Luiz Chagas, meu irmão Gustavo Ruiz, além de Manoel e Felipe Cordeiro. Juntos, produzimos a música ‘Virou’, que é um reflexo dessa fusão cultural”, explica.
Importância Cultural e Criativa
Para Tulipa, o Pará é uma fonte rica não apenas em sons e sabores, mas também em sua poderosa indústria cultural. “O Pará é uma referência maior que o mercado, um verdadeiro celeiro de criatividade”, enfatiza a artista, destacando a importância da cultura local.
O show de Tulipa faz parte do Festival dos Povos da Floresta, um evento idealizado pela Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, que conta com o apoio da Petrobras e é realizado em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo Federal. O festival é um projeto itinerante que celebra a arte como um meio de resistência e valorização de saberes tradicionais. Todas as atividades são gratuitas e acessíveis, visando incluir comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas, estudantes, educadores, pesquisadores e o público em geral.
Programação do Festival
O festival contará com uma rica programação musical que se estenderá por dois dias, reunindo talentos locais e nacionais. No dia 26 de março, se apresentarão artistas como Nat Esquenta, DDD 91 e Djuena Tikuna, que convidará Joelma Klaudia, além de Tambores do Pacoval e Naieme, que contará com a participação de Izabela Lima (RO). O “Baile do Mestre Cupijó”, liderado por Felipe Cordeiro, também promete agitar o público nesse dia.
Já no dia 27, além de Tulipa, a programação incluirá DJ KaboCLA, Julia Passos, que terá João Amorim (Macapá) como convidado, Jeff Moraes com Raidol e Ian Wapichana, além de Suraras do Tapajós e Felix Robatto, que contará com a participação especial de Sandrinha.
O Festival dos Povos da Floresta seguirá até o dia 29 de março, culminando com uma exposição que encerrará as atividades do evento. Este festival tem como objetivo não apenas entreter, mas também promover uma reflexão sobre a cultura local e a importância da sua preservação.
