Conflito em Escalada e Negociações em Suspenso
Na última terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã demonstrou interesse em retomar as negociações sobre o acordo nuclear, mas enfatizou que, segundo ele, “é tarde demais” para isso. Em uma breve publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou: “A defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança deles acabaram. Eles querem conversar. Eu disse: ‘Tarde demais!'”.
Essas declarações surgem no quarto dia de um intenso conflito militar envolvendo os EUA e Israel contra o Irã, que teve início após bombardeios em Teerã que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de outras autoridades de alto escalão. Desde então, o Irã tem retaliado, atacando Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas.
Enquanto isso, o governo iraniano tem sinalizado, mesmo que de forma cautelosa, o desejo de voltar às mesas de negociação. O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahraini, comentou à repórter da TV Globo, Bianca Rothier, que “por enquanto, estamos muito céticos quanto à utilidade de negociações”. Bahraini acrescentou que, atualmente, a única maneira de dialogar com os EUA é através da “linguagem da defesa”, ressaltando que o foco do país está na proteção de seu território. Ele também destacou a falta de contatos, diretos ou indiretos, entre o Irã e os EUA desde o início dos conflitos.
Previsões de Conflito e Armamentos
A fala de Trump sobre a impossibilidade de diálogo ocorre um dia após ele ter declarado que uma onda significativa de ataques dos EUA contra o Irã ainda está por vir e que isso pode ocorrer em um futuro próximo. O presidente norte-americano defendeu a ofensiva e previu que o conflito poderá durar de quatro a cinco semanas.
Além disso, Trump reconheceu que os EUA “não estão onde gostariam” em termos de armamentos avançados, porém, garantiu que o país possui estoques “praticamente ilimitados” de armamentos de médio e alto alcance.
O Início da Guerra e suas Consequências
A guerra entre os EUA, Israel e Irã começou oficialmente no último sábado (28), quando os dois países lançaram um ataque massivo contra o território iraniano. As explosões atingiram a capital Teerã e diversas outras localidades, resultando na morte do aiatolá Khamenei e de outros membros da liderança militar e governamental do Irã. De acordo com a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã, quase 800 pessoas perderam a vida desde o início dos confrontos.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis em direção a Israel e a bases militares dos EUA na região, desencadeando uma série de represálias que continuam a se intensificar com bombardeios diários. O governo dos Estados Unidos revelou que, desde o começo da guerra, seis militares americanos foram mortos, e Trump prometeu vingar essas mortes. “Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, afirmou o presidente em um pronunciamento no domingo.
A situação no Oriente Médio continua volátil, com desenvolvimentos que exigem atenção contínua e atenção dos líderes mundiais.
