Mobilização dos Servidores Públicos de Belém
Nesta terça-feira (3), um significativo ato unificado acontece em frente à Prefeitura Municipal de Belém. As categorias da Educação, Saúde e Assistência Social se reúnem a partir das 9h, com o intuito de denunciar os retrocessos e reivindicar o respeito aos direitos trabalhistas do funcionalismo público. A mobilização, que já supera 40 dias de greve, ressalta a união entre os setores, evidenciando a força da luta coletiva.
Um dos principais pontos a serem abordados durante o protesto é a crítica às restrições impostas à livre manifestação. Atualmente, os servidores públicos enfrentam uma barreira de 500 metros de distanciamento obrigatório da sede do Poder Executivo, uma medida que é chamada de “distância do descaso”. As lideranças do movimento afirmam que esse bloqueio físico representa um abismo entre a gestão municipal e a realidade vivida por aqueles que atuam na linha de frente dos serviços públicos.
Denúncia de Cortes Salariais na Educação
A mobilização ganha força especialmente após o ato realizado na última sexta-feira (27), onde educadores marcharam em frente à Secretaria Municipal de Educação (Semec), mesmo sob forte chuva. O protesto foi motivado pela decisão do prefeito Igor Normando de realizar cortes nos salários dos trabalhadores em greve, uma ação considerada por muitos como uma tentativa de punição e um ataque ao direito constitucional de greve.
As punições aos educadores incluem descontos salariais imediatos e o bloqueio da reposição de aulas, afetando diretamente o calendário escolar e o aprendizado dos alunos. Os profissionais da educação prometem não aceitar cortes que desconsiderem seu compromisso de cumprir a carga horária uma vez que a paralisação chegue ao fim. Uma assembleia geral está agendada para quarta-feira (4), onde novos passos da mobilização serão discutidos.
Assistência Social e Saúde em Mobilização
No setor da Assistência Social, a greve continua intensa, com assistentes sociais enfatizando que a luta não se limita apenas a questões financeiras. A defesa do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e a busca por condições dignas de trabalho para atender a população mais vulnerável de Belém são prioridades dessa mobilização.
De acordo com o Sintsuas, a valorização desse serviço é uma bandeira essencial da paralisação. “Os governos vão e vêm, mas nossa missão de formar uma sociedade crítica permanece. Não aceitaremos o silêncio diante do desrespeito ao nosso trabalho”, declarou um representante em uma publicação nas redes sociais.
Além disso, o calendário de mobilização das três categorias em greve, que inclui a Saúde, continua firme, reforçando a união em prol de direitos que consideram essenciais para a população de Belém. O clima de determinação e resistência é palpável entre os profissionais envolvidos, que seguem lutando por melhorias nas condições de trabalho e pelos direitos da coletividade.
