Desempenho Duvidoso e Críticas da Torcida
A trajetória de Juan Carlos Osório como técnico do Remo chegou ao fim de maneira abrupta. Após um desempenho insatisfatório na Série A, o treinador colombiano foi demitido após a derrota no clássico Re-Pa, que culminou em um revés de 2 a 1 para o Paysandu no último domingo, dia 1°, no Estádio Mangueirão. Sem conquistar vitórias, sua desaprovação foi evidente, tanto na arquibancada quanto entre os críticos.
Osório teve à frente do Leão um total de apenas 14 partidas, tornando sua passagem a segunda mais curta na carreira no futebol brasileiro. Sua primeira experiência no país foi com o São Paulo, onde dirigiu a equipe em 28 jogos antes de aceitar uma proposta da seleção mexicana. Recentemente, em 2024, ele havia assumido o Athletico-PR, mas foi demitido após apenas 12 partidas, tornando essa sua passagem pelo Remo um dos momentos mais desafiadores da sua trajetória.
Desafios Estruturais e a Estréia no Remo
Ao chegar ao Remo, Osório enfrentou a tarefa de preparar um elenco que retornava à elite do futebol brasileiro após 32 anos. Com o centro de treinamento em manutenção e o Estádio Baenão também precisando de cuidados, a diretoria optou por levar o time para Pernambuco, utilizando o CT do Retrô, que possui infraestrutura avançada. Após duas semanas de treinos intensos, o retorno a Belém teve como objetivo conquistar a Supercopa Grão-Pará, o que se concretizou com a vitória sobre o Águia.
No entanto, em Belém, as condições adversas continuaram. Sem um centro de treinamento ativo, Osório se viu obrigado a realizar os treinos em um único campo no Estádio Baenão, o que limitava suas opções com um elenco numeroso. O treinador frequentemente mencionava a necessidade de fazer testes e reduzir o número de atletas, em função da logística das sessões de treinamento.
Criticas e Decisões Táticas Questionáveis
Apesar de uma campanha até certo ponto aceitável no Parazão, o time enfrentou dificuldades em várias ocasiões, exigindo retorno atrás de resultados contra adversários considerados mais fracos. Essa situação, à vista de alguns torcedores, era compreensível, uma vez que o foco recaía sobre a Série A. Contudo, as atuações do Remo traziam críticas à tona.
O calendário apertado, com jogos da Série A e do estadual em dias consecutivos, levou Osório a realizar mudanças frequentes na equipe. As escolhas táticas do treinador foram alvo de questionamentos, especialmente em relação à escalação de jogadores em posições não habituais. Sem a presença de Sávio, que teve um desentendimento com Osório, o lateral-esquerdo Cufre também não recebeu muitas oportunidades, levando o treinador a deslocar atletas para funções atípicas.
O Lado Esquerdo Vulnerável
Um dos pontos mais criticados foi o lado esquerdo da defesa, onde o zagueiro Léo Andrade atuava. Ele, no entanto, não estava em boa fase, sendo frequentemente vaiado pela torcida durante a final da Campeonato Paraense. As falhas defensivas tornaram-se evidentes, especialmente no segundo gol do Paysandu, que começou a jogada pelo flanco esquerdo. Esse mesmo espaço havia sido explorado anteriormente pelo Internacional, em uma partida do Brasileirão.
Após a demissão de Juan Carlos Osório, a diretoria do Remo agora se vê diante da necessidade de encontrar um novo comandante que possa lidar com os desafios da elite do futebol, reverter a situação e reconquistar a confiança da torcida. O futuro do Leão no Campeonato Brasileiro e suas perspectivas no Parazão dependem das decisões que serão tomadas nos próximos dias.
