Reconhecimento histórico para o Theatro da Paz
Belém alcançou uma conquista histórica com o Theatro da Paz, que agora integra a Lista do Patrimônio Mundial Cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (unesco). O teatro entrou na lista em conjunto com o Teatro Amazonas, de Manaus (AM), formando oficialmente os “Teatros da Amazônia”. Essa chancela reforça a relevância cultural da região amazônica no contexto internacional.
A aprovação ocorreu durante o Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, realizado em Busan, na Coreia do Sul, e é fruto de um processo que dura quase duas décadas, envolvendo uma articulação entre os governos federal, estadual e municipal. Em Belém, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), participou ativamente da candidatura, contribuindo com estudos técnicos, oficinas e ações voltadas à preservação e gestão do patrimônio histórico da cidade.
Arquitetura e importância cultural do Theatro da Paz
Inaugurado em 1878, durante o auge do ciclo da borracha, o Theatro da Paz é uma das casas de espetáculo mais importantes do Brasil. Sua arquitetura neoclássica, inspirada nos grandes teatros europeus, simboliza um período de prosperidade econômica que transformou Belém em uma das cidades mais modernas do país no final do século XIX.
Além de ser um monumento histórico, o teatro está integrado ao cotidiano dos moradores de Belém. Localizado na Praça da República, o coração cultural da cidade, o espaço recebe apresentações artísticas, visitas guiadas e eventos educativos, sendo um dos principais cartões-postais da capital paraense.
O papel da Prefeitura na conquista do reconhecimento
Segundo o secretário municipal de Cultura, Michell Durans, o reconhecimento internacional representa um marco não só para Belém, mas para toda a região amazônica. A Prefeitura desempenhou papel fundamental, demonstrando à Unesco que o conjunto patrimonial conta com mecanismos permanentes de proteção e gestão.
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A atuação da Prefeitura ocorreu por meio do Departamento de Patrimônio Histórico (DEPH), vinculado à Secult, que integrou o Grupo de Trabalho coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre as contribuições municipais estiveram a participação em reuniões técnicas, oficinas temáticas, seminários e debates focados na conservação e valorização do patrimônio cultural.
A Secult também realizou levantamentos técnicos na Praça da República para identificar necessidades de conservação e manutenção, encaminhando as demandas aos órgãos responsáveis pelos serviços.
Revitalização e preservação do entorno histórico
Simultaneamente ao reconhecimento internacional, a Prefeitura de Belém investe na preservação e qualificação da área que envolve o Theatro da Paz. A Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel) promoveu uma força-tarefa para manutenção preventiva e corretiva da Praça da República, incluindo restauração de monumentos históricos, pintura das colunas greco-romanas e dos coretos, revitalização do anfiteatro e instalação de novas lixeiras.
Essas ações visam preservar o patrimônio histórico, melhorar a infraestrutura urbana e oferecer mais conforto a moradores e turistas que frequentam diariamente este espaço público.
Outra iniciativa relevante acompanhada pela Secult foi a reforma do Cine Olympia, o cinema em funcionamento mais antigo do Brasil. Assim como no Theatro da Paz e em outros imóveis históricos no centro de Belém, todas as intervenções passaram pela análise técnica da secretaria para garantir a preservação das características arquitetônicas e culturais.
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Fonte: daquidemanaus.com.br
Proteção permanente e valorização cultural
O arquiteto Jorge Pina, do Departamento de Patrimônio Histórico da Secult, explica que a legislação municipal estabelece mecanismos permanentes de proteção para toda a área histórica onde está inserido o Theatro da Paz, assegurando sua conservação para as futuras gerações.
O Theatro da Paz não é apenas um ponto turístico, mas um patrimônio vivo na memória dos belenenses. Casados há 17 anos, o aposentado Emir Bemerguy Filho e a digitadora Simone Bemerguy costumam frequentar a Praça da República e celebram o reconhecimento internacional como um fortalecimento do sentimento de pertencimento local.
Além disso, a conquista despertou interesse de visitantes de outras regiões, como o advogado Antônio Carlos Dib de Sousa e Silva, que destaca a relevância cultural do equipamento durante sua estadia em Belém.
Nova projeção internacional para Belém e a Amazônia
Com a inclusão dos Teatros da Amazônia na Lista do Patrimônio Mundial, Belém passa a integrar um seleto grupo de cidades brasileiras com bens reconhecidos pela Unesco. Esse título amplia a visibilidade da capital paraense no cenário internacional, fortalece o turismo cultural e reforça a importância das políticas públicas dedicadas à preservação da memória e da identidade amazônica.
