Abandono de animais em alta no Hospital Municipal Veterinário de Belém
Em Belém, cresce o número de animais abandonados nas entradas do Hospital Municipal Veterinário (HVET) e da Clínica de Triagem Veterinária. Só em abril deste ano, 24 gatos foram deixados nas unidades da rede pública municipal, um sinal preocupante para as equipes de saúde animal da cidade. Na madrugada da última sexta-feira, 15 de abril, mais 10 felinos foram encontrados abandonados em caixas de papelão, expostos ao frio e à chuva, evidenciando a urgência de medidas efetivas para proteger esses animais.
Caso de adoção sensibiliza e reforça importância do cuidado com animais especiais
Natália Menezes, figurinista de moda em Belém, decidiu adotar um cachorro com deficiência após conhecer o caso de um animal que ficou quase quatro anos em um abrigo depois de sofrer um atropelamento que lhe custou um olho e parte da mandíbula. “Esses precisam muito mais de ajuda do que, por exemplo, se eu for adotar um parecido com o Charlie de novo, entendeu? É muito mais fácil, tanto que o Finny é o melhor cachorro do mundo, todo mundo ama o Finny, mas ninguém adota o Finny, entende?”, relata Natália, destacando a necessidade de atenção especial a esses animais vulneráveis.
Iniciativas municipais e engajamento da população para reverter o cenário
A Secretaria de saúde pública e Defesa Animal (Sepda) de Belém vem monitorando os casos e identificou que grande parte dos animais abandonados apresentava sinais claros de terem vivido em ambiente doméstico antes do descarte nas unidades municipais. Para enfrentar esse problema, a prefeitura intensificou ações de fiscalização e investe em campanhas educativas focadas na conscientização sobre a posse responsável e no acolhimento dos animais resgatados.
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Além disso, as feiras de adoção promovidas pela Sepda têm sido um instrumento importante para oferecer novos lares a cães e gatos. Até o momento, cerca de 15 animais já foram adotados nessas feiras, uma resposta positiva da população diante do desafio do abandono.
Histórias de afeto revelam o impacto da adoção responsável
Helena Silveira, sócia de um pet shop local, conta que abriu as portas de sua casa para Otto, um cachorro com a pata machucada que foi resgatado. “A gente acabou pegando um amor danado e o Bob, ele é muito grato. Agora já está idoso, carinha branca, mas corre tudo com as três patas, vive muito bem”, comenta, exemplificando como a adoção transforma a vida dos animais e das famílias que os recebem.
O cenário em Belém reforça a importância de políticas públicas eficazes e da participação cidadã para garantir o bem-estar dos animais e evitar o abandono, um problema que afeta diretamente a saúde pública e o convívio social. A prefeitura reforça que a colaboração da população é fundamental para reduzir o número de casos e ampliar as chances de resgate e recuperação desses animais.
