Luvas e Solidariedade: O Nocaute na Violência em Foco
No último dia 15, Belém recebeu o lançamento da edição de 2026 do projeto Nocaute na Violência, que já celebra 14 anos de trajetória. O evento, realizado no charmoso bairro da Cidade Velha, foi marcado por uma homenagem à imprensa esportiva do Pará, em reconhecimento ao papel fundamental que a mídia desempenha no sucesso da iniciativa. O treinador e fundador do projeto, Zezé do Boxe, compartilhou uma mensagem inspiradora: “Enquanto houver luta, haverá também união, verdade e coragem para continuar”.
O treinador não poupou elogios à mídia local, enfatizando: “Se não fosse a imprensa, não teria esse sucesso todo”. Ele aproveitou a ocasião para celebrar o mês do jornalista e expressar gratidão àqueles que, ao longo dos anos, têm contribuído para dar visibilidade ao Nocaute na Violência.
Participação e Reconhecimento
O evento contou com a presença de notáveis figuras do jornalismo esportivo paraense, incluindo André Laurent, repórter e apresentador da TV Liberal. Laurent recebeu uma homenagem em nome de Fernando Nascimento, ex-superintendente da TV Liberal, que se aposentou recentemente. Ele destacou a relevância do reconhecimento à imprensa, especialmente em tempos de fake news e pós-verdade, afirmando: “O reconhecimento da imprensa é sempre muito válido, eu faço muita questão de estar presente”.
Além disso, o jornalista ressaltou a importância da iniciativa Nocaute na Violência não apenas para o esporte, mas também para a transformação social. “O projeto é uma ferramenta de inclusão social, levando o boxe para jovens que, de outra forma, não teriam a chance de praticar a modalidade”, comentou. Laurent destacou que o Nocaute na Violência abre espaço para mulheres e meninas, permitindo que elas também tenham a oportunidade de se tornar atletas no boxe, um esporte que muitas vezes é visto como masculino.
Uma História de Inclusão e Transformação
O Nocaute na Violência foi fundado em 2012 pelo visionário Zezé do Boxe. O que começou como um pequeno projeto com apenas quatro alunos, na Praça Batista Campos, hoje se transforma em um movimento robusto, reunindo mais de 700 jovens aspirantes a atletas e 108 centros de treinamento em todo o estado do Pará. O treinador compartilhou que o projeto nasceu como uma resposta à violência que permeia o esporte, especialmente o futebol. “O esporte é vida, é inclusão social, integração, não violência”.
Zezé não escondeu sua alegria ao falar sobre os frutos do projeto, que conta com a participação de atletas que competem em seleções nacionais e até nas Olimpíadas. “Temos campeões brasileiros entre nossos participantes, e isso é simplesmente maravilhoso para nós”, afirmou, expressando esperança e otimismo para o futuro.
Próximos Passos e Expectativas para 2026
A programação do Nocaute na Violência já está definida e começa no próximo dia 30 de abril, em Tailândia. O projeto também visitará a Ilha do Combu, Portel, Soure e Cachoeira do Arari. Em setembro, está previsto um evento na capital paraense, no Portal da Amazônia. Com 14 anos de história, o Nocaute na Violência se firmou como uma das principais iniciativas de inclusão esportiva do estado, e em 2026, seu norte permanece: usar o boxe como instrumento de transformação social e acolher ainda mais atletas no Pará.
