Oficina de Integração de Territórios da Restauração
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) promoveu, nesta semana, em Belém, a Oficina de Integração de Territórios da Restauração. O evento, realizado em colaboração com representantes do governo federal, instituições financeiras, organizações da sociedade civil e especialistas, teve como objetivo principal debater estratégias voltadas à recuperação da vegetação nativa no Pará. A discussão se concentrou na importância de integrar políticas públicas, financiamento e ações no território para potencializar a restauração florestal.
Durante a programação, foram realizadas mesas temáticas e dinâmicas colaborativas. Essas atividades visaram construir soluções para expandir a escala da restauração florestal, fortalecer cadeias produtivas e atrair investimentos significativos para o setor. Entre os assuntos abordados, destacaram-se os arranjos territoriais, a integração de iniciativas e a consolidação de compromissos conjuntos para os próximos anos.
Desafios e Oportunidades na Restauração Florestal
A secretária adjunta de Gestão de Águas e Clima da Semas, Renata Nobre, ressaltou a relevância da restauração da vegetação nativa, definindo-a como uma agenda estratégica que requer articulação entre diferentes setores. “É uma agenda extremamente importante, mas que traz muitos desafios. A restauração exige um planejamento cuidadoso, articulação eficaz e um financiamento adequado para ser realizada em larga escala. Precisamos criar soluções integradas, compreendendo os obstáculos que enfrentamos e reconhecendo os benefícios que essa agenda pode trazer para o clima e o desenvolvimento sustentável dos territórios”, afirmou Nobre.
O diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Thiago Belote, também enfatizou a importância da atuação integrada entre as várias esferas de governo e instituições. “A restauração é uma agenda que envolve múltiplos setores e níveis de atuação. Trabalhar em conjunto com o governo federal, estadual, municípios e parceiros é fundamental para gerar impactos reais nas comunidades. Estamos aprimorando informações sobre as áreas prioritárias para entender a maturidade de cada uma e desenvolver estratégias para captação de investimentos que potencializem a restauração no Pará”, explicou Belote.
Ações e Projetos do PRVN-PA
Durante a oficina, a Semas apresentou diversas ações do Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Pará (PRVN-PA). Estas iniciativas incluem o planejamento espacial, a priorização de áreas para restauração e a criação de conexões entre produtores, cooperativas, viveiros e investidores. O coordenador do PRVN-PA, Diego Mendonça, destacou a importância de uma atuação integrada para aprimorar a recuperação ambiental no estado. “Estamos desenvolvendo um planejamento territorial robusto, uma aceleradora de negócios focada na restauração e unidades de recuperação, além de estreitar laços entre governo, financiadores, setor produtivo e sociedade civil. Nosso objetivo é criar condições para que a restauração ocorra em larga escala, gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos”, afirmou Mendonça.
A Importância da Participação Comunitária
A consultora ambiental Paula Pereira salientou que a aproximação entre instituições públicas e comunidades locais é crucial para aumentar a adesão às iniciativas de restauração. “Muitas vezes, os produtores rurais veem os órgãos ambientais apenas como fiscais. Quando o Estado se aproxima por meio de políticas de incentivo e apoio à restauração, isso altera essa percepção e fortalece a participação das comunidades. Essa integração é vital para ampliar as ações e alcançar um grande número de produtores em todo o Pará”, destacou Pereira.
O evento também abordou oportunidades de financiamento, linhas de crédito e fundos destinados à restauração, reunindo representantes de instituições públicas e privadas para discutir o futuro do setor. A oficina foi organizada pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), em parceria com a Aliança pela Restauração na Amazônia, contando com o apoio da Semas e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
