Transformações e Avanços do HRRO Desde sua Aquisição em 2020
O Hospital de Retaguarda de Rondônia (HRRO) se convirtió em um verdadeiro símbolo de comprometimento com a saúde pública no estado. Desde sua criação em 2020, após a aquisição da estrutura do antigo Hospital Regina Pacis pelo governo de Rondônia, a unidade vem se destacando por sua gestão eficaz e pelos cuidados prestados à população. O que começou como uma resposta a um momento crítico durante a pandemia se transformou em uma das iniciativas mais sólidas de atendimento à saúde na região.
Durante o auge da pandemia de covid-19, o HRRO desempenhou um papel crucial na ampliação do número de leitos hospitalares, ajudando a aliviar a pressão sobre outras instituições, como o Hospital João Paulo II. Com o tempo, a função do hospital passou a ser mais estruturada, e, em 2022, a unidade foi oficialmente reconhecida como uma parte vital da rede estadual de saúde, focada em garantir um fluxo assistencial eficiente.
De acordo com o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o HRRO se tornou um dos principais pilares da saúde no estado. Ele afirma: “A aquisição dessa unidade não apenas aumentou a capacidade hospitalar de Rondônia, mas também representa um investimento fundamental na saúde pública. O Hospital de Retaguarda é essencial para a organização do atendimento, oferecendo maior agilidade nas cirurgias e fortalecendo a colaboração com outras unidades da rede estadual.”
Cirurgias de Próteses: Avanços na Saúde Pública
Em um novo capítulo de sua história, o HRRO deu início, em 14 de abril de 2026, às cirurgias eletivas de prótese total de joelho através do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa marca um avanço significativo na oferta de procedimentos mais complexos na rede pública estadual.
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A primeira paciente a passar pelo procedimento, dona Maria Mercedes, enfrentava limitações severas devido à artrose, o que comprometeu sua qualidade de vida por anos. Após a cirurgia, ela expressou sua esperança de retomar uma vida mais ativa: “Só quem sente essa dor sabe o quanto é difícil. Hoje, eu tenho esperança de voltar a andar melhor e viver sem sofrimento”, compartilhou emocionada.
A diretora-geral do HRRO, Michele Cristia Neves Gisbert, destacou o compromisso da instituição em expandir seus serviços. “Esse passo representa a evolução do HRRO. Estamos programando outras cirurgias, e nossa meta é aumentar continuamente essa oferta, reduzindo filas e promovendo mais dignidade aos pacientes,” afirmou.
Agilidade e Eficiência nas Cirurgias
Atualmente, com uma capacidade de 121 leitos, o hospital foca na realização de cirurgias ortopédicas de baixa e média complexidade, contribuindo para a organização do fluxo de atendimento na rede. O secretário de Estado da Saúde (Sesau), Edilton Oliveira, afirmou que os investimentos realizados fortalecem a rede estadual de saúde: “O Hospital de Retaguarda proporciona atendimento humanizado, com uma estrutura adequada e apoio fundamental para outras unidades hospitalares.”
O diretor técnico da unidade, ortopedista Jhonata Raimundo Martins Rodrigues, enfatizou a importância da integração entre os hospitais. “Realizamos cirurgias que podem ser feitas com segurança aqui, principalmente em casos de fraturas. Isso permite que o Hospital e Pronto Socorro João Paulo II concentre atendimentos que exigem mais suporte. Assim, a rede funciona de maneira mais organizada e eficiente,” explicou.
Procedimentos mais complexos são regulados e encaminhados para unidades de referência, como o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, garantindo assistência apropriada de acordo com o perfil clínico de cada paciente.
Resultados e Expectativas Futuras
Nos três primeiros meses de 2026, o HRRO registrou 1.319 procedimentos cirúrgicos, sendo 471 deles apenas em março. Entre os atendimentos, estão incluídos procedimentos para pacientes com hanseníase, além de cirurgias gerais e ortopédicas. As expectativas são otimistas, com metas de alcançar aproximadamente 500 procedimentos mensais nos próximos meses.
Comparado ao mesmo período do ano passado, quando a média foi de 966 atendimentos no primeiro trimestre, já se observa um crescimento significativo na capacidade de resposta da unidade.
Avaliação dos Pacientes
A qualidade do atendimento é reconhecida por quem utiliza os serviços do HRRO. Lilian Santos da Silva Abreu, de 58 anos, chegou à unidade após um acidente de motocicleta que resultou em fratura no braço. Em menos de um dia, ela foi transferida do João Paulo II e, atualmente, aguarda regulação para um procedimento em uma unidade de maior complexidade. “Aqui me sinto acolhida e protegida. Tudo funciona, a equipe é atenciosa e o cuidado é constante. Sou muito grata por todo o suporte que estou recebendo,” relatou.
Outro paciente, Emerson Pereira Barros, de 58 anos, passou por uma cirurgia ortopédica de alta complexidade e elogiou o acompanhamento que recebeu: “Assim que fiz a cirurgia, já fui encaminhado para cá. Estou sendo muito bem acompanhado, recebendo toda a assistência necessária. Não tenho do que reclamar.”
Estrutura e Profissionais
A estrutura do HRRO conta com 30 médicos clínicos gerais, 13 ortopedistas, além de enfermeiros e técnicos que atuam de forma integrada, seguindo protocolos rigorosos no pré e pós-operatório. O que começou como uma ampliação emergencial de leitos evoluiu para um legado que transforma a saúde pública de Rondônia, com a unidade funcionando plenamente e desempenhando um papel estratégico na rede de atendimento e na garantia de serviços cada vez mais qualificados e humanizados. Para o diretor técnico, as decisões tomadas em 2020 continuam a refletir nos resultados positivos atuais: “Foi uma escolha estratégica que continua gerando benefícios. A estrutura ampliou a capacidade de atendimento e contribui diretamente para a eficiência do sistema,” concluiu.
