Novas Unidades para Inovação em Defesa
O Exército Brasileiro anunciou a criação de duas unidades dedicadas à ciência, tecnologia e inovação no Estado de São Paulo. As novidades foram formalizadas por meio de portarias publicadas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, resultando na instalação do Núcleo do Parque Tecnológico de Defesa e Segurança em Campinas e do Instituto de Pesquisas do Exército de São Paulo, conhecido como IPESP.
Essas iniciativas são o resultado de parcerias estratégicas estabelecidas em 2025, através de dois Memorandos de Entendimento. O primeiro foi firmado entre o Exército, o governo paulista e a prefeitura de Campinas, com o objetivo de criar o Parque Tecnológico. O segundo trata do apoio à instalação do IPESP, que terá um papel crucial nas pesquisas e inovações.
Modelo da Tríplice Hélice para Inovação
O Núcleo do Parque Tecnológico terá a missão de planejar e estruturar o futuro Parque, que funcionará como um espaço de integração entre governo, academia e indústria, seguindo o modelo da chamada “Tríplice Hélice” (Indústria – Defesa – Academia). A expectativa é que, uma vez em operação plena, o Parque acelere inovações nas áreas de defesa e segurança, fortaleça a Base Industrial de Defesa e contribua significativamente para o desenvolvimento nacional.
O IPESP, que inicialmente estará subordinado ao Núcleo, organizará suas atividades em dois escritórios localizados na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), na região do Butantã, zona oeste de São Paulo. Um dos escritórios será alocado no Inova.USP, um centro de inovação vinculado à universidade, enquanto o outro será no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Essas unidades atuarão de maneira complementar, ampliando a capacidade de pesquisa básica, aplicada e de inovação.
Objetivos e Expectativas Futuras
Um dos principais objetivos do IPESP é promover a articulação entre organizações científicas e empresas paulistas, em colaboração com o SCTIEx (Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército). Isto permitirá a prospecção de projetos de interesse comum e a exploração de aplicações de uso dual, que podem beneficiar tanto o setor militar quanto o civil.
Com a implementação dessas novas estruturas, o Exército almeja ampliar a cooperação interinstitucional e cobrir todas as etapas do processo de inovação tecnológica, desde a pesquisa básica até o desenvolvimento de soluções aplicadas. A meta é não apenas entregar novas capacidades nas áreas de defesa e segurança, mas também posicionar o Brasil na vanguarda do conhecimento e da tecnologia em setores considerados estratégicos.
Essas ações refletem um comprometimento do Exército Brasileiro em integrar ciência e tecnologia às suas operações, buscando criar um ambiente propício à inovação e ao desenvolvimento de novos produtos e serviços que atendam às necessidades da defesa nacional.
