Alagamentos na Grande Belém
No último domingo (19), a capital paraense, Belém, enfrentou uma forte tempestade que resultou em alagamentos em diversos bairros, transformando ruas em verdadeiros rios. No bairro Tapanã, a situação foi crítica, com moradores relatando a necessidade de nadar para se locomover até mesmo nas proximidades do Canal Mata Fome. Além de Tapanã, os bairros Benguí, Curió-Utinga e Maguari, em Ananindeua, também sofreram os impactos da chuva, que inundou ruas e invadiu residências. O transporte público, especialmente os ônibus, enfrentou sérias dificuldades devido à água acumulada nas vias.
De acordo com a Defesa Civil do estado, outras cidades do interior também registraram danos significativos em decorrência das chuvas intensas que atingiram a região. “É cedo para estimar a totalidade dos prejuízos causados pela tempestade”, afirmou um porta-voz da Defesa Civil. A orientação para a população é que evitem áreas alagadas e que acionem os serviços de emergência pelo número 193 ou 199 em situações de risco.
Destruição e danos materiais
Em Ananindeua, o parque cultural Maguari foi severamente danificado, com suas cercas sendo arrancadas pela força das águas. No bairro Coqueiro, garagens de um condomínio ficaram submersas, obrigando os moradores a deslocarem seus veículos para evitar danos maiores. Já em Belém, a situação foi semelhante em vários bairros, como Pedreira, onde uma árvore caiu, impedindo a circulação. Moradores de uma residência precisaram improvisar, colocando a cama de uma idosa em cadeiras para mantê-la seca, já que a água ameaçava inundar o local.
Fabiano Moraes da Silva, morador do Tapanã, atribuiu os alagamentos à falta de manutenção no Canal Mata Fome, que, segundo ele, apresenta problemas de assoreamento. “O canal não existe mais, está aterrado. A prefeitura não faz a limpeza que deveria, e as obras de drenagem que eram esperadas com a COP 30 não foram concluídas”, reclamou Silva, evidenciando a situação crítica do local.
Reações das autoridades
Nas redes sociais, o prefeito de Belém, Igor Normando, comentou a situação da cidade. Ele informou que a Defesa Civil está presente nas áreas afetadas e trabalha para amenizar os impactos. “Estamos diante de uma chuva em intensidade fora do padrão, com mais de 100 mm acumulados nas últimas seis horas, e a cidade está em estado de alerta”, declarou. A prefeitura de Ananindeua, por sua vez, afirmou estar monitorando a situação e oferecendo ajuda às famílias afetadas, além de realizar um levantamento para entender a dimensão dos danos.
A Defesa Civil estadual também confirmou que a chuva se espalhou por áreas do interior do Pará, embora não tenha detalhado quais cidades foram atingidas. O Corpo de Bombeiros Militar do Pará informou que suas equipes estão em ação em Belém e em municípios vizinhos, focando na segurança da população e na desobstrução de vias.
Previsão do tempo e alertas
As previsões meteorológicas indicam que a chuva deve continuar nas próximas horas, principalmente nas regiões nordeste e sudeste do Pará, com alerta laranja emitido pela Defesa Civil. Este alerta alerta os moradores a não se abrigar sob árvores, evitando riscos de quedas e descargas elétricas, além de evitar estacionar perto de torres de transmissão e placas de publicidade.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) já projeta que abril de 2024 pode ter um acumulado de chuvas superior ao esperado, que é de 465,5 mm, sendo este um dos meses mais chuvosos durante o Inverno Amazônico na região norte do Brasil. No final da semana anterior, no dia 17, já haviam ocorrido outros transtornos na região metropolitana de Belém, mas a intensidade da chuva aumentou significativamente no domingo, causando os alagamentos relatados.
