O Papel da Bioeconomia na Sustentabilidade
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas) esteve presente na abertura do Curso Amazônia 2030: Bases para o Desenvolvimento Sustentável, realizado no Parque de Bioeconomia em Belém, no dia 6 de outubro. O evento, que contou com a participação do secretário Raul Protázio Romão e da secretária-adjunta Camille Bemerguy, focalizou as estratégias para promover uma economia sustentável, inclusiva e que aproveite as potencialidades da região amazônica.
No encontro, o secretário destacou o esforço do Pará em estabelecer uma política pública de bioeconomia baseada em planejamento, pesquisa e valorização dos saberes tradicionais. O Estado deu um passo importante ao elaborar o primeiro plano estadual de bioeconomia do Brasil, que prioriza cadeias produtivas sustentáveis, além de promover pesquisa, desenvolvimento e inovação, respeitando também os conhecimentos dos povos ancestrais.
“Podemos compartilhar aqui o contexto de como o Estado estruturou esse plano, focado em cadeias produtivas e inovação, que visa valorizar os saberes tradicionais dos nossos povos,” comentou Raul Protázio Romão.
Estruturas de Apoio à Bioeconomia
O secretário também ressaltou a importância do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, um espaço criado para impulsionar negócios da sociobioeconomia e apoiar o desenvolvimento de produtos a partir da biodiversidade local. O equipamento foi entregue pelo governo do Pará com o objetivo de unir ciência, tecnologia e saberes tradicionais, transformando a biodiversidade em valor econômico e social.
“Esse parque fortalece os negócios da bioeconomia, investindo no processamento e na pesquisa de novos ativos e produtos. Além disso, estamos concentrados em reforçar cadeias produtivas essenciais como as da Castanha do Pará, açaí e cacau,” afirmou o secretário.
Avanços e Desafios da Bioeconomia no Pará
Raul Protázio Romão observou que para o crescimento da bioeconomia é necessário um comprometimento contínuo em apoiar as cadeias produtivas estratégicas, reduzindo entraves e promovendo a produção sustentável. O diálogo com comunidades e produtores é primordial para aumentar a competitividade do Pará e abrir novas oportunidades no mercado, mantendo um foco na inclusão social e na conservação ambiental.
“Essas cadeias movimentam milhares de produtores por todo o Estado. Trabalhar para remover barreiras e burocracias é essencial para expandir a exportação e a produção desses produtos de maneira sustentável e inclusiva,” acrescentou.
Ciencia e Inovação como Pilares da Bioeconomia
Discutindo os desafios enfrentados, o secretário enfatizou que a ciência, a pesquisa e a inovação são fundamentais para que a bioeconomia na Amazônia tenha escala e competitividade. A transformação dos variados recursos da biodiversidade em produtos de alto valor agregado requer investimentos públicos, capacitação técnica e o fortalecimento das instituições de pesquisa, uma iniciativa já em andamento pelo governo do Estado.
“A pesquisa, o desenvolvimento e a inovação são pilares centrais do nosso plano de bioeconomia. Sem ciência de ponta e pesquisadores dedicados a explorar nossas cadeias e bioativos, não conseguiremos expandir e aumentar a escala de nossa produção,” concluiu Raul Protázio Romão.
