Mobilização em Prol de Direitos
Servidores municipais das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social se reuniram nesta quarta-feira, 11, em um ato conjunto em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura de Belém. Essa manifestação marca o 24º dia de paralisação das categorias e visa exigir um diálogo direto com o prefeito Igor Normando.
Com cartazes e discursos em um carro de som, os trabalhadores bloquearam a Avenida Portugal, solicitando uma reunião ainda nesta semana, antes do Carnaval. O foco principal do protesto é a revogação da Lei nº 10.266 de 2026, que foi aprovada no final do ano passado e modificou regras importantes do estatuto do funcionalismo.
A prefeitura e órgãos como Funpapa, Sesma, Semec e Segep foram contatados, mas até o momento a gestão municipal não se pronunciou sobre a mobilização.
De acordo com representantes sindicais, a união dos protestos visa intensificar a pressão sobre a administração. O coordenador do Sindsaúde, Ribamar Santos, afirmou que essa ação é um reflexo da insatisfação coletiva, especialmente diante da aprovação da lei sem qualquer negociação prévia com os trabalhadores.
Os sindicatos relataram que tentativas de agendar reuniões separadas por área foram feitas, mas a proposta foi rejeitada. A coordenação do Sintepp destacou que a orientação é discutir a pauta de maneira conjunta, reunindo todos os segmentos em greve.
No setor de Assistência Social, os dirigentes apontam a falta de estrutura nas unidades, a escassez de materiais e a redução das equipes. O Sintsuas, sindicato representativo da categoria, informou que não houve avanço nas negociações com a prefeitura desde o ano anterior.
A greve na Educação e Assistência Social começou no dia 19 do mês passado, enquanto os servidores da Saúde se juntaram ao movimento no dia 5 deste mês. Desde então, atos têm sido realizados em frente a diversos prédios públicos da capital, incluindo secretarias municipais e o próprio Palácio Antônio Lemos.
