Horário e formato do debate na Globo
O debate presidencial da TV Globo ocorrerá às 21h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (01/10), após o Jornal Nacional, ocupando pela primeira vez o horário nobre da novela. A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já marca o encontro, que terá a participação de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A decisão de Lula de não comparecer segue a mesma estratégia adotada em debates anteriores, como o promovido pela Band em 23 de agosto, quando optou por conceder entrevista em outro canal ao invés de participar do confronto.
Inclusão de Romeu Zema e regras do debate
Na terça-feira (29/09), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a inclusão de Romeu Zema (Novo) no debate após um pedido da legenda. A decisão levou em conta a contagem atual de parlamentares do partido, que atingiu o mínimo de cinco no Congresso, conforme exige a legislação eleitoral para participação obrigatória em debates. Candidatos de partidos com menos de cinco parlamentares podem ser convidados a critério da emissora. A Globo também informou que poderá convidar outro candidato caso algum dos nomes obrigatórios não participe, o que ocorreu com Lula.
Controvérsias em torno da participação de Renan Santos
A campanha de Renan Santos (Missão) entrou com liminar no TSE para garantir a participação do candidato no debate da Globo. A ação argumenta que, conforme as regras apresentadas pela emissora ao TSE, o candidato mais bem posicionado nas pesquisas pode ser convidado em caso de desistência de um participante obrigatório. Na pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro, Renan aparece em terceiro lugar, atrás apenas de Lula e Flávio Bolsonaro. Até o momento, Renan não foi confirmado na lista oficial dos convidados.
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Expectativas e dinâmica do debate
Flávio Bolsonaro confirmou presença no debate e reiterou o convite a Lula para o confronto. Nas pesquisas recentes, Lula mantém 40% das intenções de voto, contra 38% de Flávio, segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil. O debate será mediado por César Tralli, apresentador do Jornal Nacional, e terá quatro blocos: dois com temas definidos e dois com temas livres, além das considerações finais. O cenário contará com um mapa do Brasil para auxiliar na discussão de temas regionais e nacionais, como preservação da Amazônia, segurança nas fronteiras, combate ao crime organizado e infraestrutura para exportações.
Regras para perguntas e participação dos candidatos
Cada candidato poderá formular perguntas entre temas predefinidos exibidos no telão. O autor da pergunta terá dois minutos para formular a questão e fazer a réplica, enquanto o respondente disporá de três minutos para responder e apresentar a tréplica. Após o debate, os candidatos poderão conceder entrevista coletiva de até 10 minutos na sala de imprensa. A transmissão será ao vivo pela TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay, com ampla cobertura até o domingo da votação.
Impacto da ausência de Lula e estratégias dos candidatos
A ausência de Lula será destacada durante o debate, com a cadeira do presidente reservada e uma placa identificando o seu nome. O mediador lembrará ao público nos momentos em que Lula deveria participar, e os candidatos terão a oportunidade de fazer perguntas ao postulante ausente durante o segundo bloco, na rodada de temas livres. A estratégia evitará interrupções no formato do debate, mantendo o ritmo entre os candidatos presentes.
Possível influência de Renan Santos no embate
A entrada de Renan Santos poderia modificar o tom do debate, adicionando mais confrontos, especialmente contra Flávio Bolsonaro. Segundo Marco Antonio Teixeira, professor da FGV São Paulo, Renan tem se destacado como o crítico mais incisivo de Flávio no espectro da direita, adotando uma postura agressiva. O confronto direto entre os candidatos promete ser um dos pontos centrais da disputa televisiva antes da votação em 4 de outubro em Goiânia (GO).
