O papel fundamental de Carlos Mendes na Operação Prato
Com o aumento recente de relatos sobre aparições de naves extraterrestres em diferentes regiões do Brasil, impulsionados por vídeos do influenciador paranaense Mayk Leão, a morte de Carlos Augusto Serra Mendes, jornalista paraense, passou quase despercebida. Mendes faleceu aos 76 anos em Belém, no último domingo, deixando um legado marcante ao ter revelado, há 49 anos, os enigmas que marcaram a cidade de Colares, no Pará, durante a Operação Prato — uma investigação conduzida pelas Forças Armadas Brasileiras.
Jornalista, escritor e historiador, Mendes foi a voz da população que enfrentou estranhas luzes no céu, responsáveis por ataques que provocavam picadas, cortes e até pancadas. Esse fenômeno, conhecido popularmente como “Chupa-chupa”, ainda não recebeu uma explicação definitiva, apesar dos inúmeros relatos e estudos. Seu livro “Luzes do Medo – Relato de um Repórter na Operação Prato” detalha esse período, e ele estava preparando uma edição ampliada da obra.
Fenômenos que abalaram o Pará na década de 1970
No final dos anos 1970, o Pará viveu episódios misteriosos que geraram pânico entre moradores e preocupação governamental, em plena Ditadura Militar. Luzes estranhas, chamadas “chupa-chupa”, surgiam no céu e atacavam pessoas, deixando marcas físicas e traumas psicológicos. A frequência e a intensidade desses relatos levaram as Forças Armadas a lançar a Operação Prato, considerada uma das investigações ufológicas mais relevantes do país.
Na época, Carlos Mendes fez a cobertura para o jornal O Estado do Pará. Ele percorreu a região, entrevistou vítimas, militares e analisou documentos oficiais, revelando um cenário de medo generalizado, com relatos de queimaduras, fraqueza e desmaios provocados pelas luzes. As vítimas apresentavam marcas que indicavam perfurações e perda de sangue, alimentando teorias sobre a coleta de material biológico por supostas inteligências extraterrestres.
A atuação militar e os mistérios da Operação Prato
Além de Colares, municípios como Santo Antônio do Tauá, Vigia, Santo Antônio do Imbituba, Viseu e a ilha de Mosqueiro foram afetados pelos fenômenos. A origem dessas luzes parece estar no Maranhão, intensificando-se no Pará. Ocultistas locais sugerem a existência de um portal interdimensional na região de Colares.
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Fonte: atividadenews.com.br
A Força Aérea Brasileira, sob o comando do capitão Uyrangê Holanda, enviou uma equipe para investigar e registrar os eventos. Inicialmente discreta, a presença militar tornou-se evidente para os moradores. Os militares recolheram relatos, fotos e vídeos que permanecem pouco divulgados. Anos depois, Holanda confirmou que a Operação Prato encontrou evidências de que as luzes eram naves controladas por inteligências extraterrestres. A morte suspeita do capitão ainda alimenta teorias conspiratórias.
Relatos marcantes e o impacto dos ataques em Colares
Carlos Mendes destacou episódios impactantes, como o êxodo quase total da vila de Santo Antônio do Umirizal, onde os ataques foram tão intensos que a maioria da população abandonou suas casas. Os que permaneceram viviam em constante vigilância, armados e atentos durante as noites.
Um caso emblemático foi o da senhora Aurora Fernandes, de Belém, que sofreu um ataque e ficou com marcas físicas e traumas psicológicos duradouros. Ela passou a ter pesadelos frequentes e nunca superou completamente o ocorrido.
Esses relatos reforçam o mistério que ainda envolve a Operação Prato, levantando dúvidas sobre a verdadeira natureza das luzes e os motivos do sigilo mantido pelo governo brasileiro. A possibilidade de que essas inteligências ainda monitorem a Amazônia segue em aberto para pesquisadores e entusiastas.
Legado de Carlos Mendes e repercussão atual na ufologia
A série documental “Investigação Alienígena”, disponível na Netflix, destaca que a imprensa brasileira de 1977, em sua maioria, aceitou a versão oficial da Força Aérea sobre os OVNIs. Carlos Mendes, entretanto, manteve uma postura crítica e investigativa, buscando aprofundar os fatos ocorridos em Colares.
Ele dedicou um ano à apuração, de junho de 1977 a agosto de 1978, coletando relatos em diversos municípios paraenses. Durante esse período, enfrentou dificuldades com o capitão Uyrangê Holanda, que tentava restringir o acesso dos jornalistas às informações da Operação.
A Força Aérea compilou um extenso relatório, parte do qual foi enviado aos Estados Unidos, incluindo vídeos e fotos que permanecem ocultos até hoje. Essa falta de transparência motivou Mendes a se engajar no movimento ufológico que reivindica a abertura completa dos arquivos da Operação Prato, tanto no Brasil quanto no exterior.
Com a morte de Carlos Mendes, o Brasil perde um dos principais nomes que documentaram um dos episódios mais enigmáticos da ufologia mundial, deixando um legado que ainda inspira questionamentos e investigações sobre a presença extraterrestre na Amazônia.
