Medidas Urgentes Para Acolhimento
O Ministério Público Federal (MPF) no Pará fez um apelo por “medidas urgentes” diante da situação emergencial que se instalou em Belém após um prolongado temporal. A cidade enfrenta um estado de emergência, decretado pela prefeitura, devido a cerca de 28 horas de chuvas incessantes que resultaram no transbordamento de rios e inundação de ruas.
Em ofícios encaminhados ao prefeito de Belém, Igor Normando, e à governadora do Pará, Hana Ghassan, ambos do MDB, além da Funpapa (Fundação Papa João XXIII), o MPF destacou a necessidade de providências imediatas para acolher a população vulnerável. A proposta inclui a utilização de espaços públicos, como quadras de escolas e ginásios esportivos, que poderiam servir como abrigos temporários, oferecendo condições de higiene e dignidade a quem mais precisa.
Segundo a instituição, as condições climáticas adversas agravam os riscos à saúde e à segurança da população em situação de rua, intensificando sua vulnerabilidade, principalmente durante a noite, quando os efeitos da umidade se tornam mais severos. O MPF enfatizou a “carência notória de vagas” em abrigos públicos em Belém, o que levou à propositura de uma ação civil pública contra a capital, o estado e a União.
Impacto das Chuvas em Belém
A situação se agravou a partir da tarde do dia 18 de abril, com chuvas que só foram encerradas no início da noite do domingo, resultando em alagamentos em diversas áreas da cidade. No bairro Terra-Firme, por exemplo, muitas casas situadas à margem do rio Tucunduba ficaram completamente submersas. No domingo, a cidade registrou uma precipitação cinco vezes superior à média esperada para um dia típico de abril, com 78,2 mm, enquanto a média é de apenas 15,51 mm, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O prefeito Igor Normando, preocupado com a situação, afirmou que está monitorando as chuvas em tempo real. Ele destacou que o último temporal é considerado o mais intenso dos últimos dez anos. Em uma mensagem nas redes sociais, Normando informou que equipes de assistência, Defesa Civil e serviços de zeladoria estão ativas nos principais pontos afetados pela inundação, buscando minimizar os danos e garantir a segurança da população.
A situação em Belém reflete uma crise complexa que requer uma resposta rápida e eficaz das autoridades. O MPF e a prefeitura agora enfrentam o desafio de implementar soluções que não apenas atendam às necessidades imediatas, mas também tratem das questões estruturais que permitem que a vulnerabilidade da população persista em períodos de desastre.
