Evento Promove Fortalecimento da Autonomia dos Povos Indígenas
Belém (PA) se transforma, a partir de hoje, em um importante polo de articulação para os povos originários do Brasil com a realização da III Semana dos Povos Indígenas. O evento acontece no Parque da Cidade, local que já foi palco de grandes eventos, como a Conferência do Clima (COP30). Com o tema central “Onde a ancestralidade vira decisão”, a programação reúne representantes de oito etnoregiões indígenas e oferece uma rica agenda que inclui debates políticos, ações sociais e celebrações culturais. A entrada é livre, permitindo que o público se una às discussões e festividades.
Durante quatro dias, lideranças indígenas, instituições públicas e comunidades se reúnem para fortalecer a autonomia e o protagonismo dos povos originários. Um dos principais destaques da programação é o seminário sobre a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI). Este seminário, promovido pelo Governo Federal e pelo Ministério dos Povos Indígenas, ocorre nos dois primeiros dias do evento e conta com oficinas que visam planejar e avaliar estratégias de gestão territorial e ambiental. Isso reforça a importância da participação das comunidades na tomada de decisões sobre seus territórios.
Na abertura do evento, também ocorrem a apresentação e a eleição dos novos membros do Conselho Estadual de Política Indigenista (Consepi). Além disso, crianças poderão participar de atividades recreativas e ações de cidadania, que incluem a emissão de documentos, a atualização do Cadastro Único e atendimentos de assistência social.
A programação ainda reserva espaço para um intercâmbio de saberes, com propostas que vão desde a oficina de comunicação indígena “Pelas lentes da ancestralidade” até o Encontro de Defensores e Defensoras Indígenas da Bacia do Tapajós, que abordará temas como governança hídrica e proteção dos territórios. Tais atividades visam enriquecer a troca de conhecimentos entre as diferentes etnias presentes.
Amanhã, a programação será ampliada com a abertura da Feira de Etnobioeconomia Ancestral e da Feira de Gastronomia, que permanecerão até o término do evento. Esses espaços têm como objetivo reunir e fortalecer a economia indígena, apresentando produtos e práticas tradicionais. Durante o dia, os participantes poderão participar de rodas de conversa, incluindo um debate promovido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) sobre a situação dos indígenas em contextos urbanos, além de uma mesa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) focada na educação escolar indígena.
O encerramento do evento, programado para o domingo (19), será marcado pelas finais dos jogos indígenas e pela continuidade das atividades formativas e das feiras. Além disso, o fechamento institucional incluirá a entrega do Plano de Consulta do Sistema Jurisdicional de REDD+, a posse dos novos conselheiros do Consepi, o lançamento de ações de leitura pela Seduc e a assinatura de acordos institucionais, celebrando assim a união entre os povos indígenas e a sociedade.
Programação Cultural Celebra a Identidade Amazônida
Outro ponto importante do evento é a programação cultural, que se destaca pela sua relevância. Com apresentações diárias programadas para o período das 19h às 22h, o palco do Parque da Cidade se tornará um espaço vibrante para artistas e grupos que representarão a diversidade cultural amazônica e indígena, oferecendo ao público uma rica experiência que valoriza as tradições e a identidade dos povos da região. Essa celebração da cultura visa não apenas entreter, mas também educar e conscientizar os participantes sobre a importância da preservação das tradições e da luta pelos direitos dos povos indígenas.
